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13/05/2021 às 08h10min - Atualizada em 13/05/2021 às 08h10min

Angola pede equidade na distribuição de vacina

“Ou nos salvamos todos, ricos e pobres, poderosos e não poderosos, ou ninguém se vai salvar”, disse

Redação North News
Agência Angop
O Presidente da República, João Lourenço, apelou nesta quinta-feira (13), para uma melhor distribuição das vacinas contra a covid-19 pelos produtores, na Angola.

O PR angolano falava à imprensa momentos depois de, acompanhado pela primeira-dama, Ana Dias Lourenço, ter recebido a primeira dose da vacina, num dos quatro postos de vacinação abertos em Luanda. Na ocasião, João Lourenço reiterou a necessidade da união de esforços entre os Estados no combate à pandemia.

O Presidente João Lourenço considerou, fundamental, que os países produtores entendam que ninguém se vai salvar sozinho: “Ou nos salvamos todos, ricos e pobres, poderosos e não poderosos, ou ninguém se vai salvar”. Para ele, na distribuição das vacinas deve-se atender a todos e, desta forma, fazer face à pandemia que atingiu todo o planeta.   

Depois de reconhecer a pouca capacidade de resposta  dos produtores, defendeu a necessidade de maior engajamento e esforço no aumento da oferta de vacinas. O presidente justifica que nem todos os países, sobretudo africanos, têm recursos financeiros para adquirirem vacinas aos preços que estão.

Doses recebidas

Com relação a Angola, João Lourenço revelou que o país recebeu 600 mil doses da AstraZeneca (no quadro da iniciativa Covax) e 200 mil doses de oferta do Governo chinês. O país tem recebido outras ofertas em pequenas quantidades, incluindo de grupos empresariais, na medida das suas possibilidades.

O presidente disse ter consciência que o Executivo angolano não pode contar apenas com as ofertas. “Temos que comprar vacinas e esse esforço está sendo feito, apesar das dificuldades”.

Ele informou que Angola também adquiriu seis milhões de doses da Sputnik V, ainda assim, insuficientes para as necessidades atuais.

O plano de vacinação em curso prevê imunizar cerca de 54% da população angolana, o equivalente a 16.823.284 indivíduos maiores de 16 anos, e reduzir a mortalidade e o número de casos de Covid-19, bem como permitir a retoma do normal funcionamento das actividades económicas e sociais.

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