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15/07/2021 às 11h34min - Atualizada em 15/07/2021 às 11h34min

A China deve fornecer dados brutos sobre as origens da pandemia

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, pede transparência de dados à China

Redação North News
CTV News
Laurent Gillieron/Keystone via AP, File

GENEBRA - O chefe da Organização Mundial da Saúde disse nesta quinta-feira (15) que as investigações sobre as origens da pandemia de COVID-19 na China estavam sendo prejudicadas pela falta de dados brutos nos primeiros dias de disseminação e pediu que fossem mais transparentes.

 

Uma equipe liderada pela OMS passou quatro semanas na cidade de Wuhan e arredores com pesquisadores chineses e disse em um relatório conjunto em março que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal.

 

Ele disse que "a introdução por meio de um incidente de laboratório foi considerada um caminho extremamente improvável", mas países como os Estados Unidos e alguns cientistas não ficaram satisfeitos.

 

"Pedimos à China que seja transparente e aberta e coopere", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva nesta quinta-feira.

 

"Devemos isso aos milhões que sofreram e aos milhões que morreram. Saber o que aconteceu", disse ele.

 

A China classificou a teoria de que o vírus pode ter escapado de um laboratório de Wuhan de "absurda" e disse repetidamente que "politizar" a questão dificultará as investigações.

 

Tedros informará os 194 estados membros da OMS na sexta-feira (16) sobre uma proposta de segunda fase do estudo, disse o especialista em emergência da OMS, Mike Ryan.

 

"Esperamos trabalhar com nossos homólogos chineses nesse processo e o diretor-geral delineará medidas aos Estados membros em uma reunião de amanhã, na sexta-feira", disse ele a repórteres.

 

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, que manteve conversações com Tedros hoje, pediu à China que permita que as investigações sobre as origens da pandemia COVID-19 continuem, dizendo que mais informações são necessárias.

 

Spahn, falando durante uma visita à sede da OMS em Genebra, também anunciou uma doação de 260 milhões de euros (US $ 307 milhões) para o programa ACT-Accelerator da OMS, que visa garantir que todo o mundo, incluindo os países mais pobres, receba vacinas e testes de COVID-19.


Co-autora: Amanda Rodrigues Leal


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