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04/12/2020 às 11h00min - Atualizada em 04/12/2020 às 11h00min

Portugal terá vacina contra Covid-19 gratuita e facultativa

Segundo a ministra da Saúde, Marta Temido, será uma vacinação gratuita, facultativa e a realizar no Serviço Nacional de Saúde

North News/Da Redação com informações do Correio da Manhã
Foto: @antoniocostapm/Twitter
 
Portugal terá a vacina contra a Covid-19, que poderá chegar já em janeiro, gratuita, facultativa e administrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Será obviamente uma vacinação gratuita, facultativa e a realizar no Serviço Nacional de Saúde", afirmou a ministra Marta Temido sobre o plano de vacinação.

Questionada sobre a hipótese de a vacina ser dada nos centros de saúde ou em grandes centros de vacinação menos descentralizados, Marta Temido disse apenas que seria através do SNS, apontando dois cenários possíveis.

"Um primeiro momento em que haverá um contexto de maior escassez no acesso a vacinas e, portanto, também à semelhança daquilo que outros países têm estado a planear será um cenário mais controlado, mas depois admitimos que ao longo do ano de 2021 passemos para um cenário de maior abrangência com mais doses disponíveis e também maior expansão dos pontos de administração", explicou.

"Num cenário extremo de final de ano é equacionável que haja uma distribuição muito mais descentralizada do que num momento inicial", realçando também que o processo de vacinação será longo e que os portugueses não se poderão "afastar das regras" a que se têm habituado em tempo de pandemia.

Apesar de admitir que as primeiras vacinas possam estar disponíveis nas primeiras semanas de 2021, caso a candidata da Pfizer/BioNTech seja já aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) na reunião agendada para 29 de dezembro, a ministra ressalvou que essa disponibilização depende de vários fatores.

"Qualquer um dos países da União Europeia só terá vacinas se a indústria farmacêutica as disponibilizar, se a EMA lhes der um parecer favorável -- porque acima de tudo estão questões de segurança, de efetividade e de qualidade -- e de acordo com aquilo que seja a chegada que as próprias companhias farmacêuticas fazem acontecer a cada um dos países dos seus produtos", descreveu.

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