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21/07/2021 às 16h56min - Atualizada em 21/07/2021 às 16h56min

O chefe da OMS, Tedros Adhanom, apóia os Jogos de Tóquio em meio à pandemia

Adhanom acredita que os jogos simbolizam esperança no momento atual

Redação North News
CTV News
Salvatore Di Nolfi/Keystone via AP, File

As Olimpíadas de Tóquio devem demonstrar ao mundo o que pode ser alcançado com o plano e as medidas corretas em meio à pandemia de COVID-19, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na última quarta-feira.

 

Falando aos membros do Comitê Olímpico Internacional em sua sessão na capital japonesa, Tedros disse que o mundo precisa das Olimpíadas agora "como uma celebração de esperança".

 

"As Olimpíadas têm o poder de unir o mundo, inspirar, mostrar o que é possível", disse ele.

 

"Que os raios de esperança desta terra iluminem um novo amanhecer para um mundo mais saudável, seguro e justo", disse ele, segurando no alto uma tocha dos Jogos Olímpicos. "É minha sincera esperança que os Jogos de Tóquio tenham sucesso."

 

Os Jogos de Tóquio começam em 23 de julho em meio a dúvidas sobre sua segurança, com dezenas de milhares de estrangeiros chegando.

 

Tedros criticou as discrepâncias das vacinas entre os países, dizendo que a pandemia poderia terminar se as economias do G20 demonstrassem liderança coletiva e houvesse uma distribuição mais justa das vacinas.

 

“Em vez de serem amplamente distribuídas, as vacinas foram concentradas nas mãos e nos braços de alguns poucos sortudos”, disse ele.

 

"A pandemia vai acabar quando o mundo decidir acabar com ela. Está em nossas mãos", disse ele. "Temos todas as ferramentas de que precisamos. Podemos prevenir esta doença, podemos fazer testes e podemos tratá-la."

 

O Japão, com cerca de 34% da população tendo recebido pelo menos uma dose da vacina, teme que as Olimpíadas possam se tornar um evento super-propagador.

 

Casos crescentes de COVID-19 em Tóquio lançaram uma sombra sobre um evento que, já tendo sido adiado no ano passado por causa da pandemia, agora acontecerá sem espectadores.

 

O Japão decidiu este mês que os participantes competiriam em locais vazios para minimizar os riscos à saúde.

 

Até o momento, foram registrados 67 casos de infecção por COVID-19 no país entre os credenciados para os Jogos desde 1º de julho, apesar das rígidas medidas de entrada.

 

O Japão, cujo programa de vacinação ficou aquém do da maioria das outras nações desenvolvidas, registrou mais de 840.000 casos e 15.055 mortes e a cidade-sede dos Jogos, Tóquio, está experimentando um novo aumento, com 1.387 casos registrados na terça-feira, 20.


Co-autora: Amanda Rodrigues Leal


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