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12/08/2021 às 12h01min - Atualizada em 12/08/2021 às 12h01min

Em B.C. os professores devem ser obrigados a usar máscaras se não forem vacinados

A Federação dos Professores de B.C. defende mais medidas de proteção aos professores e alunos

Redação North News
CTV News
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VANCOUVER - Em meio a preocupações crescentes sobre o envio de crianças não vacinadas de volta à escola, um especialista de B.C. argumenta que deve haver consequências para os professores que se recusam a ser imunizados.

 

A disseminação da variante Delta, altamente contagiosa, criou ansiedade em torno do próximo ano letivo e levou os professores a solicitarem outro tipo de máscara e melhor ventilação nas salas de aula.

 

"O que estamos vendo em outras jurisdições são crianças ficando cada vez mais doentes, então achamos que deveria haver um mandato de máscara para todos", disse Teri Mooring, presidente da Federação de Professores de B.C.

 

A oficial de saúde da província, Dra. Bonnie Henry, disse que o governo ainda está trabalhando nos planos para setembro e que compartilhará mais informações nas próximas semanas.

 

O Dr. Brian Conway, diretor médico do Vancouver Infectious Disease Centre, disse ao CTV News que a exigência de máscara certamente faria sentido para professores que não podem - ou não querem - ser vacinados contra o COVID-19.

 

"As crianças só serão infectadas se estiverem perto de pessoas que também estão infectadas", disse Conway na quarta-feira, 11.

 

"A melhor proteção que uma pessoa pode ter para não ser infectada, e a melhor proteção que ela pode oferecer às crianças que estão ao seu redor, é se vacinar."

 

Conway acredita que os ambientes escolares estavam "entre os mais seguros da província" no ano passado, mesmo sem vacinas. Parte do motivo é que os administradores sabem quem vai e vem, tornando o rastreamento de contatos rápido e eficaz.

 

Mas a variante Delta criou mais preocupação para este outono, especialmente porque crianças com menos de 12 anos continuam inelegíveis para a vacina. Até mesmo a Associação Médica Canadense está defendendo turmas menores, melhor ventilação e máscara para minimizar o número de alunos que adoecem.

 

A Dra. Katharine Smart, nova presidente da Associação, disse que se a variante Delta entrar em uma escola, há o risco de "muitas crianças" serem infectadas.

 

"Essa é uma grande preocupação, e não são apenas os efeitos de curto prazo do COVID-19, são também os impactos de longo prazo - coisas como um longo tempo de infecção, coisas como doença inflamatória multissistêmica", disse Smart. "Isso não é algo para se ignorar."

 

A Federação dos Professores de B.C. está pressionando a província para garantir que as escolas estejam seguras neste semestre, com uma manifestação planejada para este fim de semana para destacar as preocupações dos educadores sobre o retorno ao trabalho.

 

Mooring observou que muitos estudantes com idades entre 12 e 19 anos que são elegíveis para a vacina ainda não foram vacinados, ou apenas parcialmente vacinados. A partir dos dados mais recentes fornecidos pelo Centro de Controle de Doenças de B.C. na quarta-feira, 11, menos de 40% dos residentes de B.C. nessa faixa etária receberam ambas as doses da vacina.

 

“Achamos que devemos errar por excesso de cautela e garantir que os alunos e funcionários usem máscaras”, disse ela, acrescentando que os professores já estão adotando a vacina “em um ritmo muito alto”.

 

Alguns estados dos EUA, como a Louisiana, viram um número crescente de crianças adoecendo por causa da variante Delta nas últimas semanas, embora Conway tenha alertado contra a comparação dessas jurisdições com B.C.

 

"No Canadá, nas próximas duas semanas, 80% da população elegível com 12 anos ou mais estará totalmente vacinada, enquanto nos Estados Unidos mal chega a 50% totalmente vacinada", disse ele.


Co-autora: Amanda Rodrigues Leal


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