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22/04/2022 às 10h45min - Atualizada em 22/04/2022 às 10h45min

Tragédia movimenta noticiários

Traficante e suspeitos atropelam imigrante, ocultam prova, mas são detidos pela Polícia

Leandro Mendonça
Fotógrafo Anônimo/Reprodução
O policial disparou três vezes contra o traficante, em legítima defesa

 Uma das balas atingiu o ombro do motorista do Acura preto que supostamente estava tentando atropelá-lo perto da Islington Ave. e Rexdale Blvd, em 4 de maio de 2004.

O motorista era um homem chamado Ertug “Tuggy” Direkoglu.

A Unidade de Investigações Especiais da província – que investiga todas as mortes e ferimentos envolvendo policiais – liberou o policial após depoimento.

“O oficial tinha certeza que estava em uma situação de risco de vida”, disse o então diretor interino da SIU, James Cornish, em um comunicado à imprensa na época. “Assim sendo, o uso de sua arma de fogo era razoável e compreensível.”

Não está claro se Direkoglu enfrentou alguma acusação criminal em relação ao incidente na época, mas por 18 anos, não se ouviu falar dele nos noticiários.

No entanto, Direkoglu voltou ao noticiário esta semana.

Os policiais dizem que o homem de 42 anos - que agora atende pelo sobrenome Direk -  continuou sendo perseguido pelos policiais. Ele é acusado de direção perigosa em um acidente que causou morte e danos públicos.

Os investigadores alegam que Direk estava ao volante de um esportivo Mercedes AMG GT conversível branco viajando em alta velocidade pela Spadina Ave. em 14 de abril, por volta das 3h16, quando o carro colidiu com Erin Yoxall, de 29 anos.

O motorista do carro de luxo não parou para prestar socorro à vítima. E Yoxall? A imigrante escocesa morreu no sábado, no hospital, coberta de ferimentos catastróficos.

Três outros suspeitos que supostamente ajudaram Direk também foram presos. Um se gabou nas mídias sociais de ser um Hells Angel; o outro foi acusado de um roubo à uma joalheria, em Winnipeg.

E Direk...

Direk foi o foco de uma ampla investigação em 2014 sobre tráfico de armas e cocaína na região de York. A investigação foi na verdade chamada de Operation Tugboat, em referência ao apelido de Direk, Tuggy.

Os policiais apreenderam cinco revólveres, quatro fuzis e inúmeros cartuchos de munição, além de 3,85 quilos de ópio e 13 quilos de cocaína, no valor estimado de US$ 745.000 (em drogas e armas) e US$ 76.000 em dinheiro.

“Esses caras estavam movendo quilos. Não é um garoto pregando uma peça. É bastante significativo quando você está lidando com quilos de drogas”,  disse o detetive Jim Wright, ao Yorkregion.com,  na época.

Agora, Direk vai responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e tráfico de drogas.

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