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28/01/2021 às 11h00min - Atualizada em 28/01/2021 às 11h00min

Infectado pelo novo coronavírus, idoso tem remissão generalizada de câncer em estágio avançado

Hipótese dos cientistas é de que a Covid-19 desencadeou uma resposta imune contra o tumor

Redação North News
com informações da CNN
Foto: Reprodução
 
Se a notícia do diagnóstico de Covid-19 já é assustadora, ela fica ainda pior para pessoas com comorbidades. Porém, para um paciente em estágio avançado de um câncer que foi contaminado com o novo coronavírus, o que ocorreu foi exatamente o oposto.
 
Um homem de 61 anos, diagnosticado com linfoma de Hodgkin em estágio III e hospitalizado no Royal Cornwall Hospital, na província de Cornuália, na Inglaterra, a 430 quilômetros de Londres, teve a remissão generalizada da doença após contrair o novo coronavírus. O caso foi publicado no periódico médico British Journal of Hematology.
 
Segundo informa o Instituto Nacional de Câncer, o linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer do sistema linfático, onde estão as células responsáveis pela imunidade. A doença origina-se com maior frequência na região do pescoço e tórax, e é mais comum entre homens.
 
Os autores da publicação médica revelaram que o paciente foi admitido pelo departamento de hematologia do Royal Cornwall Hospital com inflamação nos gânglios e perda de peso. O idoso fazia hemodiálise para insuficiência renal em estágio terminal, após um transplante de rim malsucedido.
 
Covid-19
Logo após o diagnóstico Covid-19, o homem foi internado com falta de ar, chiado no peito e com pneumonia. A contaminação pela Covid-19 foi confirmada após exame de PCR.
 
De acordo com os cientistas, o idoso ficou em tratamento por 11 dias e foi liberado para finalizar a recuperação da Covid-19 em casa. Também não foram administrados corticosteroides ou imunoquimioterapia, medicamos usados no tratamento do linfoma.
 
Remissão generalizada
Quatro meses depois, os médicos afirmaram que o inchaço dos nódulos havia diminuído. Um exame de tomografia revelou a remissão generalizada do linfoma.
 
A hipótese levantada pelos autores do artigo é de que a infecção pelo novo coronavírus desencadeou uma resposta imune contra o tumor. As citocinas inflamatórias produzidas em resposta à infecção poderiam ter ativado células T específicas com antígenos tumorais e células que naturalmente agem contra o tumor.
 
Ainda segundo o artigo, casos de remissão espontânea já haviam sido descritos, porém com outras infecções de pneumonia infecciosa e no contexto do linfoma não Hodgkin de alto grau.

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