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19/02/2021 às 17h58min - Atualizada em 19/02/2021 às 17h58min

3ª onda Covid-19 pode ser cruel para o Canadá, com mais de 20.000 novas infecções/dia

Nova modelagem alerta que as atuais restrições de saúde pública podem não ser suficientes para impedir a disseminação das mutações do novo coronavírus

Redação North News
com informações do The Globe And Mail
Foto: Reprodução/CPAC
 
As atuais medidas de saúde pública não serão suficientes para conter as variantes Covid-19, de disseminação mais rápida da doença, fazendo com que o Canadá possa viver uma terceira onda mais intensa da pandemia.

Nessa sexta-feira (19), a Agência de Saúde Pública do Canadá divulgou projeções que mostram que as províncias e territórios estão reprimindo com sucesso a segunda onda Covid-19, mas esses esforços podem ser desfeitos com o avanço das mutações do vírus.

De acordo com a diretora de saúde pública do Canadá, Dra. Theresa Tam, com a propagação de variantes mais contagiosas, a suspensão das medidas de saúde pública fará com que a epidemia “ressurja rápida e fortemente”.

“As atuais medidas de saúde pública baseadas na comunidade serão insuficientes para controlar o rápido crescimento e ressurgimento”, disse Dr. Tam.

No pronunciamento dessa sexta-feira, o órgão de saúde pública divulgou dois conjuntos de modelos: um que mostrava a trajetória da pandemia se as variantes não decolassem e outro que mostrava o que aconteceria se isso acontecesse, situação essa que a Dra. Tam disse ser a nova linha de base do Canadá e uma "realidade atual".

Mais de 20.000 novas infecções diárias
As projeções com as novas variantes mostram que, se as restrições atuais permanecerem em vigor, o Canadá poderá ver 10.000 casos por dia até o final de março.

Se as medidas de saúde pública forem suspensas, como o que vem acontecendo em Ontário e outras províncias e territórios, o modelo mostra uma subida quase vertical no caso de contagens e o Canadá pode estar a caminho de mais de 20.000 novos casos diários em meados de março.

O modelo mostra que, se as restrições forem aumentadas e os indivíduos seguirem o distanciamento físico estrito, mesmo com a disseminação das novas variantes, o Canadá poderá eliminar com sucesso a segunda onda e evitar um terceiro ressurgimento.

As variantes preocupantes foram identificadas pela primeira vez na Grã-Bretanha, África do Sul e Brasil.

No Canadá, há mais de 660 casos da variante B.1.1.7, vinculados à Grã-Bretanha. Segundo a Dra. Tam, essa mutação não só se espalha mais rápido, mas as evidências também mostram que tem um risco maior de resultados graves, como hospitalizações e morte.

“Temos afirmado o tempo todo que, se facilitarmos as medidas muito cedo, a epidemia irá ressurgir ainda mais forte, mas com variantes altamente contagiosas em nosso meio, a ameaça ao crescimento epidêmico descontrolado é significativamente elevada. É por isso que as medidas devem ser mais fortes, mais rígidas e sustentadas por tempo suficiente para suprimir o rápido crescimento da epidemia”, finalizou a diretora de saúde pública do Canadá, Dra. Theresa Tam.

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