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20/11/2020 às 20h00min - Atualizada em 20/11/2020 às 20h00min

BRASIL Protesto antirracista tem episódio de vandalismo, com loja incendiada

Ato de vândalos destoa de outras manifestações antirracistas, realizadas para exigir justiça pelo assassinato por asfixia de um homem por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre

Júnior Mendonça
Ettore Chiereguini/AGIF/Estadão Conteúdo


Um grupo de vândalos depredou e incendiou uma loja do Carrefour, na região central da cidade de São Paulo, na noite dessa sexta-feira (20). O ataque aconteceu durante um protesto contra a morte de João Alberto Silveira, de 40 anos, que foi covardemente espancado e morto por dois seguranças de uma loja Carrefour, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na noite anterior.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul já confirmou que a morte aconteceu por asfixia. Os dois assassinos já foram presos e, segundo a polícia, serão indiciados por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil e por não darem chances de defesa à vítima.
RACISMO O crime ganhou repercussão nacional. A vítima, um homem negro, foi assassinada por dois homens brancos. Movimentos sociais e grupos antirracistas tomaram a internet pedindo justiça, afirmando que Silveira fora vítima de racismo. A manifestação estava agendada também para lembrar o Dia da Consciência Negra, que se comemora nessa sexta-feira (20).
O ato seguia pacífico, com a presença de famílias com crianças e idosos, quando uma minoria se separou do manifesto e atacou o supermercado. Relatos de testemunhas dão conta de que clientes estavam dentro da loja e teriam sido proibidos de sair enquanto os vândalos agiam. Além disso, funcionários da loja atacada teriam se ferido ao tentar conter o vandalismo. PACÍFICOS O ocorrido em São Paulo destoa de inúmeros outros protestos também realizados nessa sexta-feira contra a morte de João Alberto Silveira. Manifestações pacíficas antirracistas foram registradas em Porto Alegre e em outras capitais brasileiras.
Segundo o G1, em Porto Alegre, manifestantes fizeram um ato em frente ao Carrefour onde a vítima foi assassinada. No Rio de Janeiro e em Brasília, manifestantes entraram em unidades da rede de supermercado.
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