Radares em Toronto: remoção completa deve ocorrer até o final do mês
Prefeitura inicia remoção após lei de Ford; saiba quais multas foram anuladas e o impacto para os motoristas
Foto: THE CANADIAN PRESS/Sammy Kogan
A Prefeitura de Toronto confirmou que já iniciou o processo de retirada de todos os seus radares de velocidade automatizados (speed cameras) das ruas da cidade. A expectativa da administração municipal é que todos os equipamentos estejam desinstalados até o final deste mês.
Em comunicado à imprensa, a prefeitura esclareceu ainda um ponto crucial para os motoristas: as câmeras já deixaram de registrar novas infrações, ou seja, o sistema de monitoramento está inoperante durante esse processo de remoção.
O conflito com a Província
A medida drástica é uma resposta direta à nova legislação aprovada pelo governo de Ontário, liderado pelo Premier Doug Ford, que proibiu o uso desses dispositivos em vias municipais. Ford tem sido um crítico vocal do programa, classificando os radares como meros "caça-níqueis" (cash grab) voltados para arrecadação, e não para a segurança.
Atenção às multas: o que vale e o que não vale
Para os motoristas que foram "clicados" recentemente, é importante estar atento às datas. O governo provincial determinou que:
- Multas emitidas após 14 de novembro: Não têm validade legal e não poderão ser cobradas.
- Multas emitidas antes de 14 de novembro: Continuam válidas e devem ser pagas normalmente.
A Prefeitura informou também que a remoção física das câmeras não gerará custos extras aos contribuintes, uma vez que essa despesa já estava prevista no contrato com a empresa fornecedora dos equipamentos.
Impacto na segurança e na economia
A decisão gerou forte polêmica. Críticos da proibição argumentam que os radares eram ferramentas fundamentais para reduzir a velocidade em áreas perigosas e alertam que as medidas alternativas de "acalmia de tráfego" prometidas pela província demorarão meses para serem instaladas.
Do lado econômico, a prefeita Olivia Chow alertou para um impacto severo nos cofres públicos. Segundo ela, a perda de receita causada pela eliminação dos radares pode resultar no corte de cerca de 1.000 empregos na estrutura da cidade.