Café se torna o "vilão" do orçamento no Canadá com alta de 30%

Alta de 30,8% assusta consumidores em 2026. Entenda os impactos das safras, tarifas dos EUA e o fim de isenções fiscais no custo de vida.

Por Júnior Mendonça, da Redação North News-
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Foto: jordimorastock via Canva

Aquele hábito de garantir um café a caminho do escritório está pesando cada vez mais no bolso dos canadenses.

Dados recentes divulgados pelo Statistics Canada nesta segunda-feira revelam que a inflação de dezembro de 2025 subiu 2,4% em relação ao ano anterior, com o setor de alimentação exercendo uma pressão contínua sobre os consumidores.

 

Os principais motores da inflação

Embora os preços dos alimentos tenham se mantido estáveis na comparação mensal, o cenário anual é desafiador: o custo dos itens de supermercado saltou 5% em doze meses. Dois produtos específicos lideram essa escalada:

  • Café: registrou um aumento impressionante de 30,8%.
  • Carne bovina (fresca ou congelada): teve alta de 16,8%.

 

O fim dos benefícios fiscais e o impacto no setor de serviços

Uma parte dessa aceleração nos preços deve-se ao encerramento da isenção temporária dos impostos GST/HST, que o governo havia adotado entre o final de 2024 e o início de 2025.

 

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Com o fim do benefício, o impacto foi sentido em diversos setores, desde vestuário infantil até o lazer.

No entanto, o impacto mais severo foi registrado na alimentação fora de casa. Em dezembro, os preços em restaurantes subiram 8,5% — um salto considerável comparado aos 3,3% registrados em novembro —, tornando-se o fator que mais impulsionou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no período.

 

Por que o preço não cai?

A crise do café não é recente, mas foi agravada por uma combinação de safras ruins e o impacto das tarifas de importação dos Estados Unidos.

O impacto prático dessa inflação ficou evidente quando a rede Tim Hortons elevou seus preços em outubro, gerando repercussão em todo o país.

 

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De acordo com o Relatório de Preços de Alimentos do Canadá 2026, da Universidade Dalhousie, os consumidores não devem esperar um alívio imediato nas gôndolas. O estudo explica que:

  • Logística de estoque: Itens com longa vida útil, como o café, demoram mais para refletir quedas de preço em comparação a produtos frescos.
  • Novos mercados: Fornecedores e fabricantes estão tentando redirecionar o comércio para mercados fora dos EUA para evitar tarifas, um processo que demanda tempo.

Com a manutenção dessas barreiras comerciais e logísticas, a tendência é que o custo da alimentação no Canadá permaneça elevado nos próximos meses.

 

FONTE: Júnior Mendonça, da Redação North News