1 em cada 4 pessoas já caiu em golpes no Canadá; veja as fraudes mais comuns e como se proteger
Pesquisa revela que 25% dos canadenses foram vítimas de fraude ou extorsão. De cartões de crédito a ofertas falsas de emprego, saiba onde mora o perigo.
THE CANADIAN PRESS/Andrew Vaughan
Um em cada quatro canadenses afirma ter sido vítima de algum tipo de fraude ou extorsão, segundo uma nova pesquisa de opinião da Leger.
O levantamento, realizado on-line entre os dias 6 e 9 de fevereiro com 1.536 participantes, mostra que o problema atinge 25% da população, enquanto 71% afirmam nunca terem sido lesados.
Os dados revelam que a incidência de golpes é consistente em diferentes regiões do país, gêneros e faixas etárias. Entre as modalidades mais comuns, as fraudes bancárias e de cartão de crédito lideram o ranking, citadas por 52% das vítimas.
Além disso, 36% dos entrevistados relataram ter caído em golpes on-line (como phishing ou sites falsos), enquanto 31% foram vítimas de fraudes por telefone ou mensagens de texto (SMS).
A lista de crimes relatados é extensa e inclui roubo de identidade, ofertas falsas de emprego, extorsão, golpes com criptomoedas, ataques de hackers e até fraudes em aplicativos de relacionamento.
Um problema que atravessa gerações
Jennifer McLeod Macey, vice-presidente sênior de assuntos públicos da Leger, destacou que o crime não é raro no país. "Não é um problema de nicho ou restrito ao mundo digital. Está atingindo canadenses de todas as idades e províncias", afirmou em entrevista à The Canadian Press.
O estudo mostra nuances geracionais:
- Idosos (55+ anos): São os mais afetados por fraudes de cartão de crédito ou bancárias (62%).
- Jovens (18 a 34 anos): São alvos frequentes de ofertas de emprego falsas (23%) e extorsão ou chantagem (19%).
O silêncio das vítimas e o "paradoxo da confiança"
Um dado que chama a atenção é que apenas metade das vítimas chega a registrar ocorrência na polícia ou em outros órgãos oficiais. Por outro lado, 80% costumam compartilhar a experiência com amigos ou familiares.
O impacto emocional é significativo: 60% sentiram raiva ou frustração, 14% relataram medo e ansiedade, e 7% admitiram sentir vergonha ou embaraço.
Apesar de quase 75% dos canadenses demonstrarem preocupação em serem alvos no futuro, existe uma contradição curiosa: 89% dos entrevistados acreditam que são perfeitamente capazes de reconhecer um golpe.
McLeod Macey chama isso de "paradoxo da confiança". "A autoconfiança não significa imunidade. É justamente nessa lacuna entre o que achamos que sabemos e a realidade que os golpistas prosperam", alerta a especialista.
Nota técnica: Como a pesquisa foi feita on-line e não por amostragem aleatória, o Conselho Canadense de Pesquisa e Inteligência (CRIC) informa que não é possível atribuir uma margem de erro oficial ao levantamento.