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31/03/2021 às 10h59min - Atualizada em 31/03/2021 às 10h59min

IBGE: Brasil chega a 14,2% de desemprego, atingindo 14,3 milhões de pessoas

Número de pessoas ocupadas subiu 2% e chegou a 86 milhões

Redação North News
com informações da CNN
Foto: Amanda Perobelli/Reuters
 
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,2% de novembro de 2020 a janeiro de de 2021 e atingiu 14,3 milhões de pessoas.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (
Pnad Contínua), divulgada nessa quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, embora a taxa de desocupação tenha ficado estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2020 (14,3%), é a mais alta taxa para um trimestre até janeiro. 

Já o número de pessoas ocupadas subiu 2% e chegou a 86 milhões. Isso representa 1,7 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em outubro.

De acordo com o IBGE, a maior parte desse aumento na ocupação veio da população informal. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado subiu 3,6% em relação ao trimestre anterior, o que representa um aumento de 339 mil pessoas.

Os trabalhadores por conta própria sem CNPJ aumentaram em 4,8%, totalizando 826 mil pessoas a mais. 

Os trabalhadores do setor privado com carteira de trabalho assinada e os empregadores foram duas categorias que mantiveram estabilidade frente ao trimestre encerrado em outubro.

Mas na comparação com o mesmo período do ano anterior, o cenário é de queda. São 3,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada a menos no setor privado. Já a queda no número de empregadores foi de 548 mil pessoas.

No caso dos desalentados, grupo de pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar, após uma variação de 2,3%, o que representa estabilidade frente ao trimestre anterior, eles foram estimados em 5,9 milhões de pessoas, o maior número desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia no Brasil 4,7 milhões de pessoas desalentadas, houve um acréscimo de 25,6%. São 1,2 milhão de pessoas a mais nessa situação.

Entre novembro e janeiro, o rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 2.521 contra os R$ 2.597 registrados entre agosto e outubro do ano passado, uma queda de 2,9%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve estabilidade. 

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