Copa do Mundo em Toronto: Com craques do Bayern e Juventus, Canadá busca vitória inédita no mundial
Com estrelas brilhando na Europa e jogando em casa, seleção do Canadá se prepara para a Copa do Mundo sob o comando de Jesse Marsch. Confira as expectativas.
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A evolução do futebol masculino do Canadá na última década é inegável. Se esse crescimento vai se converter em vitórias na Copa do Mundo, já é outra história.
Sob o comando do técnico Jesse Marsch, os canadenses estão prestes a disputar a terceira Copa de sua história — desta vez com um gostinho especial, já que o país divide a função de anfitrião com os Estados Unidos e o México. Atualmente na 30ª posição do ranking da FIFA, o Canadá busca quebrar tabus: a seleção marcou apenas um gol em mundiais até hoje e nunca venceu uma partida no torneio.
Apesar do retrospecto, o cenário atual é muito mais promissor. O país agora conta com atletas experientes e que se consolidaram em grandes ligas europeias nos últimos anos, como Alphonso Davies, Tajon Buchanan, Cyle Larin e Jonathan David.
Essa lapidação de talentos e o esforço para colocar o futebol canadense no mapa virou prioridade em 2018, quando a seleção ocupava a modesta 78ª posição no ranking e já sabia que teria a responsabilidade de sediar o torneio no futuro.
"Esta é uma equipe muito rápida, forte e talentosa", elogiou o técnico Jesse Marsch. "A ética de trabalho e o compromisso entre eles são incríveis. Eles demonstram isso toda vez que entram em campo — não apenas de vez em quando ou em alguns jogos. Em cada minuto de partida, eles dão a vida uns pelos outros, pelo escudo e pelo país."
Relembrando a trajetóriaNa Copa de 1986, no México, o Canadá passou em branco e não marcou gols nos seus três jogos. O retorno ao torneio aconteceu 36 anos depois, na Copa do Catar, após uma campanha histórica nas eliminatórias da CONCACAF, terminando à frente de potências regionais como México e Estados Unidos.
No Catar, sob a liderança do antigo técnico John Herdman, a equipe caiu novamente na fase de grupos, mas celebrou seu primeiro gol na história das Copas, marcado por Davies na derrota por 4 a 1 contra a Croácia.
Jesse Marsch assumiu o comando técnico em 2024. Na época, o CEO da federação canadense, Kevin Blue, definiu o momento como o "período mais importante da história do esporte no país".
No ano passado, o Canadá acumulou um retrospecto de 6 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota. Já neste ano, a equipe empatou em 2 a 2 com a Islândia e ficou no 0 a 0 com a Tunísia. Antes da estreia oficial na Copa, a seleção fará seus dois últimos amistosos preparatórios em solo canadense, enfrentando as seleções do Uzbequistão e da Irlanda.
O caminho na Copa e o fator casaO Canadá está no Grupo B do mundial, ao lado de Bósnia-Herzegovina, Catar e Suíça. A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho, e a estreia dos canadenses será no dia seguinte, em Toronto, contra a Bósnia-Herzegovina — que garantiu sua vaga no torneio após eliminar a tetracampeã Itália nos pênaltis.
"Não podemos simplesmente ligar a chave no dia 11 de junho", alertou Marsch. "Todo este último ano foi um processo para entender exatamente quem queremos ser em campo. Conforme a estreia se aproxima, precisamos ajustar os últimos parafusos sem pressão ou pânico, apenas com foco total para estarmos no nosso nível máximo."
O grande líder e capitão do elenco é Alphonso Davies, estrela do Bayern de Munique (Alemanha). O time conta ainda com o talento de Jonathan David, atacante da Juventus (Itália), Cyle Larin, do Southampton (Inglaterra), e Tajon Buchanan, que atua no Villarreal (Espanha).
A logística do torneio também pode favorecer os donos da casa: se o Canadá se classificar em primeiro lugar do seu grupo, jogará a fase de mata-mata em Vancouver. Se vencer esse primeiro confronto eliminatório, a seleção continuará em Vancouver para disputar as oitavas de final.
"Eu já disse isso aos jogadores: obviamente queremos todo mundo saudável, mas eu me sentiria confortável se os jogos da Copa fossem amanhã. Eu sei que eles entendem perfeitamente como jogamos, quem somos e qual é a nossa identidade e tática. É uma sensação maravilhosa para um treinador saber que tem atletas inteligentes, talentosos e prontos para executar o plano", concluiu o técnico.