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08/04/2021 às 13h19min - Atualizada em 08/04/2021 às 13h19min

INFOGRÁFICO: polícia já sabe que criança foi espancada até a morte com a conivência da própria mãe no RJ

Monique Medeiros (mãe) e o padrasto da criança, o vereador Dr. Jairinho, foram presos e indicados por homicídio duplamente qualificado

Redação North News
com informações do G1
À esquerda o vereador Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel (Foto: Montagem CNN)
 
O delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação da morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, disse hoje ter certeza que o vereador Dr. Jairinho foi o autor das agressões que mataram o menino e de que a mãe dele, Monique, foi conivente.

O menino chegou sem vida a um hospital da Zona Oeste do Rio na madrugada do dia 8, com hemorragia e edemas.

Nessa quinta-feira, um mês depois, o vereador carioca e mãe de Henry foram presos por suspeita de tentar atrapalhar as investigações.

Policiais descobriram que Dr. Jairinho agredia o menino com chutes e golpes na cabeça e chegaram a falar em tortura. Segundo a polícia, a mãe do garoto sabia disso pelo menos desde fevereiro. Os dois vinham negando qualquer envolvimento com a morte de Henry e não deram declarações ao serem presos.

Embora o inquérito ainda não tenha sido concluído, a polícia acredita que Henry foi assassinado.

"Não resta a menor dúvida, em relação aos elementos que nós temos, sobre a autoria do crime, dos dois. A investigação segue, a investigação não está encerrada no momento, entretanto, já reunimos provas muito fortes, muito convincentes, a respeito de toda essa dinâmica e participação de cada um deles", disse o delegado.

Questionado sobre a possibilidade de Monique ter sido ameaçada por Jairinho, Damasceno garantiu que não.

“Com bastante sinceridade, não é isso que percebi. Ela teve inúmeros momentos em que ela poderia ter falado conosco, o depoimento foi bastante longo e ela se mostrou bastante à vontade em vários pontos dele. Então, tenha certeza absoluta, que se eu imaginasse, minimamente, qualquer possibilidade de coação nesse tipo de circunstância, jamais teria pedido a prisão dela”, enfatizou o delegado.

As declarações foram em entrevista coletiva, com membros da Polícia Civil e do Ministério Público concedem, no fim da manhã desta quinta-feira (8), sobre as investigações que resultaram na prisão de Monique Medeiros e o vereador Dr. Jairinho.

A mãe e o padrasto do menino Henry Borel, morto com sinais de violência, foram presos por homicídio duplamente qualificado e também por tentar atrapalhar as investigações do caso e ameaçar testemunhas para combinar versões.

Mãe não afastou o filho e protegeu o agressor

Ainda de acordo com o delegado, a mãe não só se omitiu, como também protegeu o marido. “Ela esteve em sede policial, em depoimento, por mais de 4 horas, apresentando uma declaração mentirosa, protegendo o assassino do próprio filho. Não há a menor dúvida, que ela não só se omitiu, quando a lei exigia que ela deveria fazer (relatar o crime), como também concordou com esse resultado”, afirmou Damasceno.

Marcos Kac, promotor do MPRJ, afirmou que a hipótese de acidente, dita pela mãe de Henry, para a morte do menino foi descartada rapidamente na investigação.

"Essa certeza veio vindo ao longo da investigação. A gente colheu uma série de depoimentos contraditórios, que contrariavam a verdade. Evoluindo essa investigação, a gente conseguiu constatar que a hipótese de acidente era descartada", explicou Kac.


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