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07/12/2021 às 22h48min - Atualizada em 07/12/2021 às 22h48min

Grupo comunitário africano diz que as novas regras de viagens do Canadá são um exemplo de racismo

O Canadá não está aceitando as testagens vindas da África da mesma forma que as dos outros países

Redação North News
City News
THE CANADIAN PRESS/Jeff McIntosh

O presidente da Associação da Comunidade Africana de Calgary diz que seus membros se sentem magoados e acreditam que é importante para o governo federal lidar com o que eles dizem ser um racismo sutil por trás das novas regras de viagens do Canadá.

 

Michael Embaie também é professor em tempo parcial na Faculdade de Serviço Social da Universidade de Calgary e trabalhou como consultor em imigração para as Nações Unidas e o governo federal.

 

Ele diz que aprecia o esforço do Canadá para combater a pandemia de COVID-19 e limitar a propagação da nova variante Omicron. Mas o governo federal precisa explicar por que algumas regras estão sendo aplicadas com uma medida diferente para os países africanos.

 

Canadenses que viajam de um dos 10 países africanos, incluindo África do Sul e Egito, são obrigados a obter um teste de COVID-19 no país de onde estão viajando, obter um segundo teste durante o trânsito e obter um terceiro após a chegada ao Canadá antes de entrar em quarentena.

 

De acordo com os regulamentos atuais do Governo do Canadá, viajantes totalmente vacinados com 12 anos ou mais que retornam ao país geralmente precisam apresentar prova de um teste molecular negativo feito dentro de 72 horas do horário programado de partida do voo ou horário programado de chegada em uma fronteira terrestre para evitar quarentena e testes. A prova de vacinação completa também precisará ser carregada através do aplicativo ArriveCAN. Apesar desses requisitos, pode haver testagem aleatória exigida na chegada.

 

Ottawa anunciou inicialmente uma proibição que impedia que estrangeiros na região viajassem para o Canadá, mas rapidamente alterou essas regras para que canadenses em solo internacional pudessem voltar para casa.

 

O Ministro dos Transportes, Omar Alghabra, disse que o governo isentou os Estados Unidos da proibição inicial porque estava testando viajantes que partiam do país e tinham poucos casos da nova variante.

 

Embaie diz que a África do Sul também está testando, e a recusa em aceitar os resultados dos testes do país é um exemplo de como o racismo está presente na política.


Co-autora: Amanda Rodrigues Leal


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