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09/02/2022 às 10h26min - Atualizada em 09/02/2022 às 10h26min

Manifestantes escrevem para Governador-Geral

O objetivo das críticas é a destituição do Primeiro-Ministro

Leandro Mendonça
Patrick Doyle - Reuters
O Canadá é formado por uma ‘monarquia Constitucional’, pois tem uma Constituição própria, mas precisa responder aos poderes do ‘monarca’(Rainha Elizabeth II). Justin Trudeau é o Primeiro-Ministro desde 2015 para ouvir o povo (o que não tem feito nos últimos dias) e a Governadora-Geral, voz da realeza inglesa em solo canadense, é Mary Simon. Após essa breve aula de história, o Jornal North News vai contar o que o ‘Comboio da Liberdade’ tem feito para ser ouvido pela alta cúpula da política.
 
Justin Trudeau se recolheu em casa, nos últimos dias. Na mesma época que o ‘Comboio da Liberdade’ chegou a Ottawa, o Primeiro-Ministro alegou ter contraído a variante Ômicron da Covid-19. Trudeau havia chamado os manifestantes de ‘minoria’ e ‘vândalos’.
 
“Não vamos ceder àqueles que hasteiam bandeiras racistas. Não cederemos àqueles que praticam vandalismo.”
 
Mas os líderes do ‘Comboio da Liberdade’ se mantém lutando. No 12º dia , com racionamento de comida e combustível, os cidadãos que lutam pelos seus direitos constitucionais, buscam novas maneiras de se expressar. Percebendo que Justin Trudeau não iria dar voz a eles, muitos participantes em Ottawa e em todo o Canadá resolveram enviar cartas e e-mails para a Governadora-Geral, afim de demonstrar sua insatisfação com o governo.
 
“Vivemos em um sistema onde a Constituição, a lei dá um enorme poder à monarquia. Na lei formal, é verdade que o governador-geral pode substituir Justin Trudeau por outro primeiro-ministro”, explica o especialista em direito constitucional.
 
A lei diz que o Governador-Geral tem o poder de destituir o Primeiro-Ministro, mas para isso acontecer seria necessário que todos os partidos de oposição se juntassem na Câmara dos Comuns e entrassem em acordo de que Justin Trudeau está atrapalhando o desenvolvimento do país.
 
“Sob essas convenções, a monarquia faz o que os líderes eleitos pelo povo mandam. Seria uma violação total e eminentemente inaceitável para um representante de Sua Majestade impedir seu primeiro-ministro, que tem a confiança da Câmara [dos Comuns], de desempenhar suas funções”.
 
Mas o ‘Comboio da Liberdade’ não vai desistir. Todos os manifestantes deixaram claro quais são suas posições. Pelo contrário, a tendência é aumentar cada vez mais o pedido pelos direitos constitucionais. E se for necessário ficar um ano a frente do Parlamento para ser ouvido, o povo vai estar lá para tal.
 
Ou decidir, de forma correta, nas urnas...
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