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04/05/2022 às 09h33min - Atualizada em 04/05/2022 às 09h33min

Mesmo com polemica no EUA, Trudeau defende o direito das mulheres de decidirem o aborto

Trudeau escreveu no Twitter que todas as mulheres no Canadá têm direito ao aborto "seguro e legal" e que ele nunca deixará de proteger e promover os direitos das mulheres no país e em todo o mundo.

- North News
CP 24h
O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau defendeu, nesta terça-feira (4), o direito de decidir sobre o aborto e disse que defenderá a ideia em todo o mundo diante da polêmica envolvendo os Estados Unidos sobre a possível decisão da Suprema Corte dos EUA para derrubar o projeto que garante esse direito.

Trudeau escreveu no Twitter que todas as mulheres no Canadá têm direito ao aborto "seguro e legal" e que ele nunca deixará de proteger e promover os direitos das mulheres no país e em todo o mundo.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Mélanie Joly, declarou à imprensa que está preocupada que a eventual decisão do Supremo Tribunal dos EUA possa ter consequências no Canadá, principalmente pela força da oposição, o Partido Conservador do Canadá (PCC).

Em um memorando conciso enviado hoje aos 119 legisladores do PCC, Candice Bergen, líder do partido, disse que "os conservadores não comentarão sobre o rascunho vazado da Suprema Corte dos EUA".

O direito ao aborto é uma questão controversa entre os conservadores canadenses, especialmente porque, desde 1988, é legal no Canadá interromper uma gravidez a qualquer momento durante a gestação.

Naquele ano, a Suprema Corte do Canadá anulou a lei que proibia o aborto. Desde então, nenhum partido apresentou projeto de lei para regulamentar a prática do aborto no país, inclusive os conservadores, para evitar alienar parte do eleitorado.

Durante a última campanha eleitoral em 2021, as lideranças dos principais partidos federais, incluindo a então líder do PCC, Erin O'Toole, foram a favor do direito de decidir pelas mulheres.

A posição de O'Toole causou desconforto entre os setores mais conservadores do partido e foi uma das causas que provocaram sua queda em fevereiro deste ano.

O PCC havia divulgado a lista dos seis candidatos à liderança do partido. Depois que os nomes foram publicados, três políticos socialmente conservadores contrários ao aborto denunciaram que haviam sido excluídos por sua oposição ao direito de decidir.

O Bloco Québécois anunciou que apresentará uma moção no Parlamento para reafirmar o apoio ao direito das mulheres de decidir no Canadá, o que pode colocar em apuros os conservadores, que terão que votar a favor ou contra a proposta. 

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