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26/02/2021 às 16h27min - Atualizada em 26/02/2021 às 16h27min

Trabalhadores da construção estão unidos contra discriminação em Toronto

Inúmeros indivíduos que atuam na área e autoridades, como o prefeito da cidade, assinaram um manifesto o qual afirma que não há espaço para o racismo sistêmico, tampouco para preconceitos nesse ramo

Larissa Valença
Um dos locais de trabalho em Toronto com placas que manifestam apoio aos valores descritos na declaração
Na última quarta-feira, 24 de fevereiro, diversas pessoas da área da construção, incluindo empreiteiros, sindicalistas, e trabalhadores, se uniram para apoiar um documento chamado em inglês, ‘’Toronto Declaration of Inclusive Workplaces and Communities’’, que fala sobre a importância da inclusão nos postos de trabalho do setor. O material foi feito depois de inúmeros encontros.

A declaração, defendida pela Cidade de Toronto, sindicatos, empregadores e empregados do ramo, aborda a relevância da saúde e da segurança de cada trabalhador, apoiando a política de tolerância zero para qualquer ato de discriminação ou ódio na área da construção.

Para demonstrar apoio e ajudar na sustentação de uma política pautada na diversidade, as autoridades da Cidade de Toronto manifestaram extrema concordância em relação ao material e ainda seguem encorajando os profissionais da área ao longo da província a denunciar qualquer situação, que vá de encontro a esses preceitos.

Segundo o prefeito de Toronto, John Tory, o racismo e a discriminação não possuem espaço para se difundirem em Toronto. “Nos encontramos com trabalhadores, empreiteiros, sindicatos, associações do ramo e etc, para criar esta declaração e para que juntos possamos ficar contra a qualquer forma de ódio em nossa cidade. No último ano, ficou claro que o movimento racista, infelizmente, continua existindo por aqui e precisamos fazer tudo o que podemos para colocar fim nisso tudo. A declaração representa um passo crucial para auxiliar na construção de um local de trabalho mais inclusivo e seguro a todos’’.

Muitas empresas do ramo não somente assinaram o documento, mas, também, estão bastante comprometidas a conscientizar seus empregados sobre a importância de manter atitudes que ajudem a eliminar o racismo ou qualquer forma de discriminação no setor.

Umas das associações envolvidas no manifesto é a ‘’The Carpenters District Council (CDCO)’’, composta por 16 sindicatos locais, o que representa cerca de 300 mil homens e mulheres que trabalham com carpintaria, drywall e uma longa lista de trabalhos relacionados a construção.

De acordo com Chris Campbell, representante de igualdade e diversidade da CDCO, eles estão trabalhando com uma empresa terceirizada para fornecer treinamentos que abordem políticas e ações antirracistas para administradores de lojas, e todos os trabalhadores e equipes imersos nesse contexto. “Os treinamentos, inclusive, já começaram’’, afirma o executivo.

Rokhaya Gueye, membro da associação, disse estar muito contente com esse posicionamento da categoria. “Eu amo ser carpinteiro, e estou muito orgulhoso de fazer parte de uma área que entende a importância da inclusão e toma as devidas medidas para promover a diversidade’’, completa.
 
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