Em meio a crescentes controvérsias, uma nova pesquisa da Abacus Data mostra que a maioria dos moradores de Ontário acredita que o Ministro do Trabalho, David Piccini, deve deixar o cargo. O levantamento, encomendado pelo sindicato CUPE Ontario, aponta que 52% dos entrevistados defendem a renúncia ou demissão do ministro.
A pressão se intensificou após alegações de má gestão do Fundo de Desenvolvimento de Habilidades (Skills Development Fund), um programa provincial de 2,5 bilhões de dólares. Piccini é acusado de destinar 126 milhões de dólares a empresas que contrataram lobistas, mesmo quando seus projetos não eram prioritários.
Essa controvérsia segue um relatório crítico da Auditora Geral de Ontário, divulgado em outubro.
O relatório de Shelley Spence concluiu que o ministério de Piccini não selecionava os projetos com base nas pontuações mais altas, criando uma aparência de "tratamento preferencial" e falhando em ser transparente ou justo com os candidatos e o público.
A Auditora Geral destacou uma "inconsistência" na forma como os fundos são distribuídos, embora nenhuma lei tenha sido quebrada. Piccini nega irregularidades e evita responder se foi influenciado por lobistas, enquanto o Premier Doug Ford defende o programa, citando 700.000 empregos criados.
Todos os partidos de oposição já pediram a cabeça do ministro. A pesquisa revela que a pressão existe até mesmo dentro da base governista: 43% dos eleitores do próprio Partido Progressista Conservador de Ford acham que Piccini deve sair, contra apenas 19% que defendem sua permanência.
Para Fred Hahn, presidente do CUPE Ontario, o ministro usou dinheiro público como um "fundo secreto" para beneficiar aliados do governo. A pesquisa também sugere que 46% do público vê o caso como parte de um problema maior na administração Ford.
A pesquisa ouviu 2.000 residentes online entre 24 e 29 de outubro, com margem de erro de 2,19%.
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