O governo de Ontário anunciou o fim do uso de radares de velocidade municipais, classificando os dispositivos como "caça-níqueis", e lançou um novo fundo de $210 milhões focado em medidas físicas de segurança no trânsito.
A partir desta sexta-feira, a proibição dos radares entra em vigor, conforme estipulado na lei "Construindo uma Economia Mais Competitiva", que recebeu Sanção Real em 3 de novembro. A decisão provincial responde a preocupações públicas sobre a proliferação desses dispositivos — mais de 700 foram instalados desde 2019 — e seu uso como ferramenta de arrecadação.
Em um exemplo citado pelo governo, um único radar em Toronto foi responsável por 65.000 multas, gerando quase $7 milhões em receita antes de 2025.
Como alternativa aos radares, a província estabeleceu o Fundo de Iniciativas de Segurança Viária (RSIF). O dinheiro será usado para financiar infraestrutura comprovada de "acalmia de tráfego", como lombadas, rotatórias e faixas de pedestres elevadas, além de reforçar a sinalização e o policiamento em zonas escolares e comunitárias.
O Ministro dos Transportes, Prabmeet Sarkaria, afirmou que a medida "defende os motoristas" e implementa soluções de segurança eficazes "sem tornar a vida mais cara".
Uma pesquisa recente da Abacus Data, também divulgada na quinta-feira, apoia a decisão do governo. O estudo mostrou que 50% dos residentes de Ontário preferem medidas físicas de moderação de tráfego, em comparação com apenas 33% que preferem os radares automatizados (17% estavam indecisos).
Para uma transição imediata, $42 milhões serão disponibilizados para municípios que substituam radares removidos por essas novas medidas. O restante do fundo de $210 milhões estará disponível para licitação no início do próximo ano, mediante apresentação de projetos de construção pelos municípios.
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