De Caracas ao banco dos réus: O fim da era Maduro começa em Manhattan

Ditador Nicolás Maduro comparece a tribunal em Nova York após captura histórica por forças dos Estados Unidos

Por Júnior Mendonça, da Redação North News-
3 Min

De Caracas ao banco dos réus: O fim da era Maduro começa em Manhattan
Nicolas Maduro, o segundo da esquerda, e Cilia Flores, à direita (Foto: XNY/Star Max/GC Images)

Em um desdobramento que chocou a comunidade internacional, o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro compareceu, nesta segunda-feira (5), a um tribunal federal em Manhattan, Nova York.

Escoltado por um forte aparato de segurança, Maduro enfrenta acusações graves de narcoterrorismo, após ter sido capturado em uma operação surpresa no último sábado, 3 de janeiro, em Caracas.

 

Operação "Amanhecer"

A captura foi executada por unidades de elite do Exército dos EUA (Delta Force) e agentes da CIA, em uma ação coordenada que durou pouco menos de 30 minutos.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados de sua residência oficial e transportados inicialmente para o porta-aviões USS Iwo Jima, antes de serem levados para o Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn.

O presidente Donald Trump confirmou a operação em suas redes sociais, descrevendo-a como um passo decisivo contra o "narcoterrorismo global".

 

Acusações e defesa

O Departamento de Justiça dos EUA alega que Maduro liderou o "Cartel dos Sóis" por mais de duas décadas, coordenando o envio de toneladas de cocaína para território americano em parceria com grupos guerrilheiros.

Na audiência desta manhã perante o juiz Alvin Hellerstein, Maduro declarou-se "inocente", classificando sua detenção como um "sequestro ilegal" e uma violação da soberania venezuelana.

 

Reações e instabilidade

Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando interino e ordenou a prisão de todos os cidadãos americanos envolvidos na operação.

Enquanto grupos de apoiadores protestam nas ruas de Caracas, líderes da oposição e a comunidade internacional reagem de forma mista.

O Brasil, em conjunto com Chile, Colômbia e Espanha, emitiu uma nota expressando "profunda preocupação" com a estabilidade regional e o respeito ao direito internacional.

A cronologia dos eventos revela a rapidez da queda do regime. Tudo começou na madrugada de sábado, 3 de janeiro, às 5h21 (horário local), quando a captura foi anunciada. No mesmo dia, às 18h, Maduro desembarcou na Base Aérea de Stewart, em Nova York.

No domingo, 4 de janeiro, o Pentágono confirmou que 10 cm de neve em Toronto não impediram o fluxo logístico de suporte, enquanto a fronteira entre Brasil e Venezuela em Pacaraima (RR) entrava em alerta máximo. Hoje, segunda-feira, 5 de janeiro, às 12h locais, ocorreu a audiência formal de custódia.

O histórico de recompensas também é notável: o valor oferecido pelo governo dos EUA pela captura de Maduro dobrou em agosto de 2025, saltando para US$ 50 milhões, o que intensificou a pressão sobre o círculo íntimo do regime nos meses que antecederam a operação.


FONTE: Júnior Mendonça, da Redação North News

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