Histórico: Astronauta canadense bate recorde espacial na Lua e envia mensagem emocionante para a Terra

A missão Artemis II superou a distância da Apollo 13, levando o canadense Jeremy Hansen ao ponto mais distante da Terra já alcançado por humanos. Confira os detalhes.

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Histórico: Astronauta canadense bate recorde espacial na Lua e envia mensagem emocionante para a Terra
Reprodução/Canadian Space Agency via AP

Enquanto os astronautas da Artemis II estabelecem um novo marco histórico como os humanos que viajaram mais longe da Terra durante um sobrevoo lunar, o canadense Jeremy Hansen expressou o desejo de que outros, em breve, consigam ir ainda mais longe.

O sobrevoo de seis horas é o ponto alto da primeira missão de retorno da NASA à Lua desde a era Apollo. Com três americanos e um canadense a bordo, a viagem é um passo crucial para o próximo objetivo: colocar os pés no polo sul lunar em apenas dois anos.

“É de explodir a cabeça o que se pode ver a olho nu da Lua agora. É simplesmente inacreditável”, transmitiu Hansen via rádio. “Escolhemos este momento para desafiar esta geração e as próximas a garantirem que este recorde não dure muito tempo.”

Superando a lendária Apollo 13

Menos de uma hora antes de iniciar as observações lunares intensas, os quatro astronautas ultrapassaram o recorde de distância de 400.171 km, estabelecido pela Apollo 13 em abril de 1970. E eles continuaram avançando: o Controle da Missão esperava que a Artemis II superasse a marca antiga em mais de 6.600 km.

A tripulação despertou com uma mensagem emocionante de Jim Lovell, comandante da Apollo 13, gravada apenas dois meses antes de sua morte, em agosto passado. “Bem-vindos ao meu antigo bairro”, disse Lovell. “É um dia histórico e sei como vocês estarão ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista.”

A manobra do “oito celestial”

A Artemis II utilizou a mesma estratégia da Apollo 13: uma trajetória de retorno livre. Essa rota aproveita a gravidade da Terra e da Lua para economizar combustível, desenhando um "oito" no espaço que coloca a cápsula Orion automaticamente no caminho de volta para casa após contornar o lado oculto da Lua.

A cápsula passou a cerca de 6.550 km da superfície lunar a uma velocidade de 5.052 km/h. O retorno à Terra levará quatro dias, com o pouso (splashdown) previsto para sexta-feira no Oceano Pacífico.

Ciência e contemplação no espaço

Além de baterem recordes, os astronautas tinham metas científicas e visuais claras:

  • Bacia Orientale: Uma cratera de impacto gigante com quase 950 km de largura.

  • Sítios Históricos: Os locais de pouso das missões Apollo 12 e 14.

  • Polo Sul: Observação da região preferida para os futuros pousos tripulados.

  • Eclipse Solar Total: Devido ao momento do lançamento, a tripulação pôde testemunhar um eclipse solar total de uma perspectiva única atrás da Lua.

União da humanidade

Embora a tecnologia seja de ponta, o sentimento a bordo é de profunda conexão humana. O piloto Victor Glover comentou que observar a Terra como um oásis em meio ao vazio do universo traz uma lição de união. “Esta é uma oportunidade para lembrarmos quem somos e que somos uma coisa só; precisamos passar por tudo isso juntos”, afirmou Glover, de mãos dadas com seus colegas de tripulação.

A Artemis II pavimenta o caminho para a Artemis III (que testará o acoplamento em órbita no próximo ano) e para o tão aguardado pouso lunar de dois astronautas na missão Artemis IV, em 2028.


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