Piloto da Air Canada é preso após comandar mais de 900 voos com licença falsificada

Investigação revela que ex-comandante da Air Canada usava documentos falsos desde 2009 e não tinha autorização para voos internacionais. Veja os detalhes.

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Piloto da Air Canada é preso após comandar mais de 900 voos com licença falsificada
Divulgação

A polícia divulgou nesta terça-feira os detalhes de uma investigação impressionante envolvendo um comandante de linha aérea. Ele é acusado de pilotar centenas de voos da Air Canada sem possuir a habilitação necessária para o cargo.

Confira as últimas atualizações do caso:

  • 11h25 – Suspeito operava a partir do Aeroporto Pearson De acordo com as autoridades, o acusado foi detido na cidade de Barrie. Ele trabalhava no Aeroporto Internacional Pearson, em Toronto.

  • 11h22 – Acusado tinha licença comercial, mas não para voos internacionais O sargento-detetive Chad Michell esclareceu que, embora o homem possuísse uma licença válida de piloto comercial, ele não tinha autorização legal para transportar passageiros em rotas internacionais nas aeronaves que comandava. "É aí que está a grande diferença", explicou o detetive.

  • 11h20 – Sem autorização para atuar como comandante A polícia reforçou que o acusado não tinha a qualificação exigida por lei para pilotar aqueles modelos específicos de aviões na função de capitão (comandante).

  • 11h11 – Réu responderá a sete acusações criminais O ex-funcionário da Air Canada enfrentará sete processos na Justiça após a constatação de que operava voos comerciais sem as credenciais adequadas.

  • 11h09 – Documentos grosseiramente adulterados A investigação aponta que o piloto portava credenciais "adulteradas e falsificadas na essência do documento".

  • 11h06 – Inconsistências descobertas em 2025 O sargento Michell informou que a apuração policial começou após a identificação de "anomalias" nos papéis de sua licença de piloto de linha aérea apresentados em março de 2025.

  • 11h04 – Fraude acontecia desde 2009 O vice-chefe de polícia, Nick Milinovich, revelou que o suspeito voava desde 2009 utilizando documentação fraudulenta. Ao longo desse período, ele esteve no comando de mais de 900 voos.

  • 11h02 – "Burlar o sistema" Nando Iannicca, presidente da Região de Peel, declarou que as evidências indicam "um esforço deliberado para burlar os sistemas criados justamente para garantir a segurança do público".

Air Canada se pronuncia em nota oficial

Em comunicado divulgado na segunda-feira, a Air Canada assegurou que a segurança dos passageiros "não foi colocada em risco". A companhia aérea destacou que todos os seus pilotos passam por treinamentos mandatórios de reciclagem a cada seis meses para validar suas capacidades técnicas — o que inclui testes de voo anuais com um inspetor certificado pela Transport Canada (órgão regulador do país).

"Durante todo o período em que trabalhou na Air Canada, o indivíduo em questão atuou como um piloto totalmente treinado, portador de uma Licença de Piloto Comercial válida. Ele cumpriu ou superou todas as exigências das reciclagens periódicas, demonstrando alta competência técnica para operar aeronaves de grande porte com total segurança", afirmou a empresa.

A companhia aérea admitiu, no entanto, que o profissional não possuía a Licença de Piloto de Linha Aérea (exigida para todos os comandantes de aviões de grande porte no Canadá), cuja obtenção requer a aprovação em uma série de exames teóricos complexos.


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