Janelas tremendo e vizinhos irritados: Shows no Rogers Stadium viram dor de cabeça em Toronto

Moradores reclamam do barulho de shows como Bruno Mars e Post Malone no Rogers Stadium. Mesmo dentro da lei, som alto faz janelas tremerem a quilômetros dali.

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Janelas tremendo e vizinhos irritados: Shows no Rogers Stadium viram dor de cabeça em Toronto
Sammy Kogan

Os shows realizados no Rogers Stadium continuam gerando reclamações entre moradores de North York e regiões vizinhas, mesmo após investimentos anunciados para reduzir a propagação do som.

Na noite de terça-feira, os artistas Post Malone e Jelly Roll se apresentaram no estádio. Enquanto milhares de fãs aproveitaram o espetáculo, muitos residentes da região afirmam que o volume do evento voltou a causar transtornos.

No ano passado, moradores dos bairros próximos ao estádio já haviam manifestado preocupação com os níveis de ruído. Em resposta, a Live Nation informou que implementou melhorias técnicas antes da temporada de shows de 2026. Entre as mudanças, a empresa substituiu o revestimento de vinil das arquibancadas por um novo material projetado para reduzir a dispersão do som.

No entanto, as reclamações reapareceram logo na abertura da temporada, durante o show de Bruno Mars. Segundo relatos, o barulho foi percebido até mesmo por moradores de áreas mais distantes, incluindo partes da Região de York e da cidade de Vaughan.

Al Sillito, que mora a cerca de quatro quilômetros do estádio, próximo à Keele Street e Finch Avenue, afirmou que o som continuou extremamente intenso.

“Estava incrivelmente alto. Eu conseguia ouvir cada palavra que o Bruno dizia”, relatou. “As janelas vibravam com o impacto das batidas.”

Sillito contou que entrou em contato com a Prefeitura de Toronto e recebeu a informação de que as reclamações relacionadas ao show de terça-feira estavam entre as mais significativas registradas neste ano.

Em nota enviada à emissora, a Live Nation não comentou especificamente o volume do show de Post Malone e Jelly Roll, mas afirmou que os níveis de som permaneceram dentro dos limites autorizados e não violaram as regras municipais.

“Nós monitoramos continuamente os níveis de som, e agentes independentes de licenciamento municipal acompanham os eventos tanto no local quanto nas comunidades vizinhas para garantir o cumprimento dos limites permitidos”, informou a empresa.

Cidade busca equilíbrio entre entretenimento e qualidade de vida

O vereador de York Centre, James Pasternak, reconheceu que a situação continua sendo motivo de preocupação para moradores da região.

“Os níveis podem estar dentro do limite legal, mas isso não significa que as pessoas estejam satisfeitas”, afirmou.

Segundo Pasternak, a intenção é encontrar um equilíbrio entre os benefícios econômicos do estádio e o bem-estar da comunidade local. O vereador pretende apresentar uma moção ao Conselho Municipal para que a cidade trabalhe em conjunto com os administradores do estádio na busca por novas soluções para reduzir o impacto sonoro.

Ele destacou que o local gera importantes benefícios econômicos para a região e emprega cerca de mil trabalhadores.

Entre as medidas estudadas estão a instalação de materiais com capacidade de absorção acústica nas áreas superiores das arquibancadas, além da construção de barreiras de proteção sonora e intervenções paisagísticas em terrenos localizados a leste do estádio.

Enquanto novas soluções são avaliadas, moradores seguem pressionando por mudanças que permitam a realização dos grandes eventos sem comprometer o sossego das comunidades vizinhas.


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