Um casal que viajava de Winnipeg para a Alemanha viveu momentos de terror após ser algemado e detido por 12 horas no Aeroporto Internacional Pearson, em Toronto. Jan Baumann e sua parceira, Charlene Ranadheera, foram alvo de uma acusação injusta de exportação ilegal de cannabis, em um caso que envolveu a manipulação de suas bagagens por terceiros.
O incidente ocorreu durante uma escala em Toronto. Segundo Baumann, a viagem seguia normalmente até o portão de embarque, onde agentes da agência de fronteira (CBSA) realizavam inspeções de rotina. Enquanto Charlene foi liberada para o voo de conexão, Jan foi subitamente algemado e empurrado contra a parede pelos agentes.
O Esquema das Malas "Clonadas"
A acusação era de tráfico internacional de drogas. O casal descobriu que uma etiqueta de bagagem de Baumann havia sido removida de sua mochila original e colocada em uma mala desconhecida, cheia de entorpecentes. "Eles explicaram que alguém cortou a etiqueta da minha mala e a colocou em outra bagagem, uma mala grande que eu nem sabia que existia", relatou Baumann.
Após horas de detenção e a análise de imagens de câmeras de segurança que comprovavam quais bolsas o casal realmente portava ao sair de Winnipeg, eles foram liberados sem acusações.
Funcionária da Air Canada presa
A investigação tomou um rumo decisivo no mês seguinte. A Real Polícia Montada do Canadá (RCMP) prendeu Atasha Weathley, de 32 anos, funcionária da Air Canada. Ela é acusada de tentar exportar cerca de 66 kg de cannabis escondidos em malas de passageiros diferentes. O esquema utilizava etiquetas de viajantes inocentes para despachar a droga.
Trauma e Consequências
Apesar de serem inocentes, o casal afirma que a confiança na segurança aeroportuária e na companhia aérea foi destruída. Além do trauma psicológico, eles agora enfrentam um problema prático: seus nomes foram "marcados" no sistema de fronteira.
"Na nossa viagem de volta, fomos parados imediatamente em Toronto e revistados novamente. A própria polícia de fronteira confirmou que agora estamos sinalizados no sistema, o que é uma situação terrível para quem viaja com frequência", desabafou Baumann. O passageiro agora pede que as companhias aéreas aumentem o rigor na fiscalização de seus próprios funcionários para evitar que viajantes comuns sejam usados como "mulas" involuntárias.
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