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11/03/2022 às 11h00min - Atualizada em 11/03/2022 às 11h00min

Reino Unido e Canadá pensam em estratégias para que o Google e o Facebook paguem por conteúdos jornalísticos

A lei já funciona na Austrália e desde que o “Código de negociação de mídia de notícias” entrou em vigor, as organizações de notícias australianas receberam mais de US$ 200 milhões

Valor Econômico
Além de França e Austrália, países como Reino Unido e Canadá querem editar legislação que obriga o pagamento pelo uso de conteúdos jornalísticos por plataformas, como o Google e as redes sociais da Meta (Facebook). As informações foram passadas por meio do relatório publicado nessa quinta-feira (10) pelo Instituto Judith Neilson, organização filantrópica sediada em Sydney que financia projetos de mídia.

”O Canadá e o Reino Unido estão se organizando para promulgar códigos semelhantes. Autoridades da Indonésia e África do Sul pretendem seguir nesta mesma linha também”, diz Bill Grueskin, responsável pelo relatório e professor da Universidade de Columbia, em Nova York (EUA).

Na semana passada, uma imprensa francesa fechou novo acordo com o Google, grantindo a remuneração de conteúdos produzidos por 300 jornais do país, que seriam mostrados pela gigante americana de buscas na internet.

Ainda assim, nos Estados Unidos, a legislação para apoiar o jornalismo local está estagnada no Congresso. Em março do ano passado, os americanos colocaram em prática a Lei de Competição e Preservação do Jornalismo (JCPA, na sigla em inglês), que permite que pequenas companhias de notícias negociem em conjunto com os grandes repercursores da noticia na internet.


Mudança levou a ganhos de US$ 200 milhões na Austrália

Conforme o relatório, desde que o “Código de negociação de mídia de notícias” passou a valer em 2021, as organizações de notícias australianas receberam mais de US$ 200 milhões.

“Com o resultado, a Australian Broadcasting Corporation pode colocar pelo menos 50 novos jornalistas em partes carentes do país, enquanto o McPherson Media Group, que publica jornais como o Yarrawonga Chronicle e o Deniliquin Pastoral Times, espera que o dinheiro da tecnologia financie até 30% dos salários editoriais”, afirma Grueskin.

O acordo mais recente foi o da frança, que criou a Aliança da Imprensa de Informação Geral (APIG, na sigla em francês), que inclui cerca de 300 jornais franceses. 

Em novembro, a France-Presse (AFP) e o Google chegaram a um acordo de remuneração de cinco anos sobre conteúdos da agência de notícias apresentados pela gigante de buscas americana, informou o jornal francês "Le Monde". A notícia destaca que esse foi o primeiro acordo de “direitos conexos” firmado por uma agência de notícias com o Google para  remunerar os direitos autorais de produção de conteúdo de um veículo de comunicação.


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