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21/04/2022 às 10h47min - Atualizada em 21/04/2022 às 10h47min

Mais de 1000 mortos são encontrados em necrotério, na Ucrânia

Massacre russo deixa famílias inteiras arrasadas e corpos por todo o país

Leandro Mendonça
Twitter/AFP

Mais de 1.000 corpos civis estão atualmente em necrotérios na região de Kiev, disse uma autoridade ucraniana à AFP nesta quinta-feira, enquanto Kiev acusa os russos de terem "massacrado" centenas de civis durante a ocupação da Capital.
 
"1.020 corpos de civis, apenas civis, estão (em necrotérios) em toda a região de Kiev", disse a vice-primeira-ministra ucraniana Olga Stefanichyna à uma agência de notícias internacional. na cidade de Borodianka, no nordeste de Kiev.
 
Desde a retirada das forças russas da capital ucraniana, no final de março, centenas de corpos civis foram encontrados pelas autoridades ucranianas, que, junto com o Ocidente, acusam a Rússia de "crimes de guerra", o que Moscou nega.
 
Stefanichyna especificou que este total representava todos os corpos de civis “descobertos em edifícios e também nas ruas” da área de Kiev, desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.
 
Mais cedo, um oficial militar ucraniano disse em entrevista coletiva que esses civis haviam sido "mortos ou torturados até a morte" pelos russos, dizendo que especialistas forenses ainda estavam examinando os corpos.
 
Em 3 de abril, a procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova anunciou que 410 corpos de civis foram encontrados em decomposição e foram recapturados pelas forças ucranianas alguns dias antes. Uma semana depois, em 10 de abril, ela disse que mais de 1.200 corpos foram descobertos na região de Kiev, sem especificar se eram apenas civis.
 
Só na cidade de Boucha, a noroeste de Kiev, que se tornou um símbolo das atrocidades da guerra na Ucrânia, cerca de 300 pessoas foram enterradas em valas comuns, segundo outro relatório anunciado pelas autoridades ucranianas.
 
Nesta quinta-feira (21), a polícia regional de Kiev disse ter encontrado mais nove corpos civis em Borodyanka.
 
"Essas pessoas foram mortas pelos ocupantes (russos) e algumas das vítimas mostram sinais de tortura", disse o chefe de polícia local Andrii Nebytov no Facebook.
 
Vladimir Putin e toda a cúpula do Kremlin contiuam negando as acusações feitas pelo governo ucraniano. A primeira defesa do Presidente russo foi baseada em uma possível “cena”, com “corpos colocados nas valas após a retomada da cidade”.

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