Nova proibição de viagens de Trump entra em vigor, gerando tensão migratória

A proibição, assinada na semana passada, afeta cidadãos do Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Também impõe restrições elevadas a pessoas de Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela que estejam fora dos EUA e sem visto válido.

Por Júnior Mendonça-
2 Min

Nova proibição de viagens de Trump entra em vigor, gerando tensão migratória
Foto: AP Photo / Manuel Balce Ceneta

 

A nova proibição de viagens do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para cidadãos de 12 países, majoritariamente africanos e do Oriente Médio, entrou em vigor nesta segunda-feira. A medida intensifica a campanha de fiscalização imigratória de Trump.

A proibição, assinada na semana passada, afeta cidadãos do Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Também impõe restrições elevadas a pessoas de Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela que estejam fora dos EUA e sem visto válido.

Vistos já emitidos não serão revogados, mas novas solicitações serão rejeitadas, salvo exceções raras.

Em seu primeiro mandato, uma ordem executiva apressada de Trump causou caos em aeroportos, levando a desafios legais e revisões.

Contudo, desta vez, não houve disrupções imediatas em aeroportos como os de Los Angeles ou Miami após a entrada em vigor da nova proibição. Passageiros com green card, como Luis Hernandez, cubano residente nos EUA, relataram entrada sem problemas.

Especialistas em imigração avaliam que a nova proibição foi elaborada com mais cuidado para evitar contestações judiciais, focando no processo de solicitação de visto.

Trump justificou a medida alegando que alguns países tinham triagem deficiente de documentos ou se recusavam a aceitar o retorno de seus cidadãos, citando relatórios sobre pessoas que permanecem nos EUA após o vencimento de seus vistos.

Ele também associou a proibição a um ataque terrorista em Boulder, Colorado, embora o agressor fosse do Egito, país não incluído na lista.

A proibição foi rapidamente condenada por grupos de auxílio a refugiados. Abby Maxman, presidente da Oxfam America, afirmou que a política "não é sobre segurança nacional, mas sim sobre semear divisão".

O conselho presidencial de transição do Haiti declarou que a proibição "provavelmente afetará indiscriminadamente todos os haitianos", e buscará negociar a exclusão do país da lista.

A inclusão do Afeganistão também irritou apoiadores que trabalham na reassentamento de afegãos, apesar de exceções para aqueles com Vistos de Imigrante Especiais.


FONTE: Redação North News com informações The Associated Press

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