Em um cenário global marcado por incertezas geopolíticas e recuperação pós-inflacionária, Portugal alcançou um feito histórico nesta terça-feira, 10 de dezembro.
A prestigiada revista britânica The Economist elegeu o país como a "Economia do Ano" de 2025, colocando-o no topo do ranking que avalia o desempenho financeiro e social de 36 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
A distinção coroa uma trajetória de recuperação fiscal e dinamismo econômico que surpreendeu analistas internacionais, com Portugal superando potências tradicionais e economias emergentes dinâmicas.
Critérios da vitória
Para chegar a este veredito, a publicação britânica compilou dados relativos a cinco indicadores macroeconômicos fundamentais: inflação, amplitude da inflação (o quão disseminado está o aumento de preços), Produto Interno Bruto (PIB), criação de emprego e desempenho do mercado de ações.
Ao contrário de anos anteriores, onde a liderança coube a nações como a Grécia (2023) ou os Estados Unidos (em métricas específicas), 2025 foi o ano da consistência lusa. Segundo a análise, Portugal foi o único país a entregar, simultaneamente, um crescimento robusto, uma inflação controlada e um mercado de capitais em forte alta.
Ranking: dados em destaque
Conforme os dados apurados pela revista e confirmados por agências estatísticas até esta terça-feira, a liderança portuguesa é seguida de perto por outras economias que demonstraram resiliência.
No topo da tabela, Portugal aparece isolado na primeira posição. Logo em seguida, a Irlanda ocupa o segundo lugar, impulsionada pelo seu setor tecnológico e farmacêutico. O terceiro posto ficou com Israel, que demonstrou recuperação econômica rápida, seguido pela Colômbia em quarto e pela vizinha Espanha em quinto lugar, consolidando o sul da Europa como o motor de crescimento do continente neste ano.
Em contrapartida, economias do norte da Europa, tradicionalmente vistas como "frugais" e estáveis, amargaram as últimas posições. Países como a Finlândia e a Estônia figuram na base da lista, prejudicados pela estagnação do crescimento e pela proximidade com instabilidades regionais que afetaram suas cadeias de suprimento e confiança do consumidor.
Por que Portugal venceu?
A análise detalhada revela que o "segredo" português em 2025 foi um mix de políticas fiscais prudentes e um setor externo vibrante:
Reações oficiais
O Primeiro-Ministro português, Luís Montenegro, celebrou a notícia nas redes sociais, comparando a economia nacional a um ícone do país: "Doce como um pastel de nata". O governo atribui o sucesso à manutenção da responsabilidade orçamentária combinada com incentivos ao investimento estrangeiro.
Perspectivas para 2026
Apesar da euforia, economistas alertam para desafios no horizonte. A dívida pública, embora em trajetória de queda (agora abaixo de 90% do PIB), continua sendo um ponto de atenção, assim como a necessidade de diversificar a economia para além do turismo. Contudo, fechar 2025 como a "Economia do Ano" oferece a Portugal um selo de credibilidade valioso para atrair novos investimentos no próximo ciclo fiscal.
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