Portugal eleito a Economia do Ano em 2025 pela revista The Economist

Descubra como o país superou 35 nações com PIB forte e inflação baixa neste ranking global inédito.

Por Júnior Mendonça, da Redação North News com informações The Economist-
5 Min

Portugal eleito a Economia do Ano em 2025 pela revista The Economist
Foto: Pixabay via CNN

Em um cenário global marcado por incertezas geopolíticas e recuperação pós-inflacionária, Portugal alcançou um feito histórico nesta terça-feira, 10 de dezembro.

A prestigiada revista britânica The Economist elegeu o país como a "Economia do Ano" de 2025, colocando-o no topo do ranking que avalia o desempenho financeiro e social de 36 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A distinção coroa uma trajetória de recuperação fiscal e dinamismo econômico que surpreendeu analistas internacionais, com Portugal superando potências tradicionais e economias emergentes dinâmicas.

 

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Critérios da vitória

Para chegar a este veredito, a publicação britânica compilou dados relativos a cinco indicadores macroeconômicos fundamentais: inflação, amplitude da inflação (o quão disseminado está o aumento de preços), Produto Interno Bruto (PIB), criação de emprego e desempenho do mercado de ações.

Ao contrário de anos anteriores, onde a liderança coube a nações como a Grécia (2023) ou os Estados Unidos (em métricas específicas), 2025 foi o ano da consistência lusa. Segundo a análise, Portugal foi o único país a entregar, simultaneamente, um crescimento robusto, uma inflação controlada e um mercado de capitais em forte alta.

 

Ranking: dados em destaque

Conforme os dados apurados pela revista e confirmados por agências estatísticas até esta terça-feira, a liderança portuguesa é seguida de perto por outras economias que demonstraram resiliência.

 

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No topo da tabela, Portugal aparece isolado na primeira posição. Logo em seguida, a Irlanda ocupa o segundo lugar, impulsionada pelo seu setor tecnológico e farmacêutico. O terceiro posto ficou com Israel, que demonstrou recuperação econômica rápida, seguido pela Colômbia em quarto e pela vizinha Espanha em quinto lugar, consolidando o sul da Europa como o motor de crescimento do continente neste ano.

Em contrapartida, economias do norte da Europa, tradicionalmente vistas como "frugais" e estáveis, amargaram as últimas posições. Países como a Finlândia e a Estônia figuram na base da lista, prejudicados pela estagnação do crescimento e pela proximidade com instabilidades regionais que afetaram suas cadeias de suprimento e confiança do consumidor.

 

Por que Portugal venceu?

A análise detalhada revela que o "segredo" português em 2025 foi um mix de políticas fiscais prudentes e um setor externo vibrante:

  • Mercado de ações (PSI): a bolsa de Lisboa teve um desempenho estelar, com valorizações superiores a 20% no acumulado do ano, impulsionada pelos setores de energia e banca.
  • Crescimento do PIB: enquanto a Zona Euro luta para manter um crescimento médio próximo de 1%, as projeções para Portugal apontam para uma expansão entre 1,9% e 2,4% ao final de 2025.
  • Controle da inflação: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi domado com mais eficácia do que em outras economias, estabilizando-se próximo à meta de 2%, o que protegeu o poder de compra das famílias.
  • Turismo e exportações: o turismo bateu novos recordes de receita, funcionando como uma injeção contínua de capital estrangeiro, mas as exportações de serviços tecnológicos também ganharam peso na balança comercial.

 

Reações oficiais

O Primeiro-Ministro português, Luís Montenegro, celebrou a notícia nas redes sociais, comparando a economia nacional a um ícone do país: "Doce como um pastel de nata". O governo atribui o sucesso à manutenção da responsabilidade orçamentária combinada com incentivos ao investimento estrangeiro.

 

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Perspectivas para 2026

Apesar da euforia, economistas alertam para desafios no horizonte. A dívida pública, embora em trajetória de queda (agora abaixo de 90% do PIB), continua sendo um ponto de atenção, assim como a necessidade de diversificar a economia para além do turismo. Contudo, fechar 2025 como a "Economia do Ano" oferece a Portugal um selo de credibilidade valioso para atrair novos investimentos no próximo ciclo fiscal.


FONTE: Júnior Mendonça, da Redação North News

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