Os consumidores canadenses, que já vêm apertando os cintos há anos, devem se preparar para uma pressão contínua em seus orçamentos a médio prazo. Uma nova análise econômica projeta que o alívio na inflação dos alimentos será passageiro, e a "conta do supermercado" voltará a subir significativamente até o ano de 2026.
O relatório, que analisa tendências de mercado futuras, estima que uma família canadense média (composta por quatro pessoas: dois adultos e duas crianças/adolescentes) precisará desembolsar um adicional de $994 para manter a mesma cesta básica de alimentos em 2026, comparado aos custos atuais.
Essa projeção lança um balde de água fria nas esperanças de que os preços dos alimentos retornariam aos patamares pré-crise inflacionária. O estudo indica que, embora o ritmo de aumento de preços tenha desacelerado recentemente, fatores estruturais farão a curva voltar a subir em dois anos.
Os motores da alta futura
O relatório destaca que os desafios para 2026 não serão novos, mas sim uma intensificação de problemas que o Canadá já enfrenta. Entre os principais fatores citados para essa alta futura estão:
Impacto no comportamento do consumidor
Especialistas alertam que esse aumento projetado de quase mil dólares forçará uma mudança permanente nos hábitos de consumo.
Se hoje as famílias já buscam alternativas mais baratas e marcas genéricas ("no-name"), até 2026 essa estratégia de "downgrade" (trocar produtos caros por inferiores) deverá ser a norma, não a exceção, com um risco real de comprometimento da qualidade nutricional para as famílias de baixa renda.
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