O sistema de acesso às fronteiras remotas do Canadá passará por sua maior transformação em décadas.
A partir de 2026, as famosas permissões do programa RABC deixarão de existir, obrigando viajantes a adotarem o reporte via telefone ao cruzar a linha divisória com os Estados Unidos em locais sem postos físicos da CBSA.
A iniciativa visa digitalizar o controle migratório e alfandegário. Até então, quem possuía a licença RABC podia entrar no Canadá em zonas pré-determinadas com relativa liberdade. Com o novo protocolo, a agência canadense busca centralizar as informações em tempo real.
Embora a mudança prometa mais segurança, o desafio logístico é evidente: a infraestrutura de telecomunicações nas florestas e lagos do norte de Ontário e Manitoba ainda é um obstáculo para viajantes que agora dependem de um telefonema para estar em dia com a lei.
O ano de 2025 será o período de transição final, servindo para que turistas habituais se adaptem ao fim das credenciais físicas e comecem a utilizar os canais de atendimento remoto da agência.
Detalhes do programa e áreas afetadas
O encerramento do programa RABC impacta diretamente locais geográficos específicos onde o fluxo de pessoas ocorre majoritariamente por via aquática ou trilhas remotas. Os dados oficiais indicam que as principais áreas afetadas incluem:
De acordo com relatórios recentes de associações de turismo de Ontário (NOTO - Nature and Outdoor Tourism Ontario), há uma pressão para que o governo instale telefones fixos de emergência ou melhore a rede de satélite em pontos estratégicos da fronteira, dado que a lei canadense exige o reporte imediato ao entrar no país.
O descumprimento pode gerar multas pesadas e apreensão de embarcações, o que torna a mudança para o sistema telefônico um ponto de alta sensibilidade para a economia local.
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