A Suprema Corte do Canadá concordou em analisar os argumentos de uma ação coletiva que alega que a Air Canada cobrou dos passageiros valores superiores aos preços de passagens anunciados.
O caso, que se arrasta há anos, foi movido por um grupo de defesa do consumidor e por Michael Silas, residente de Montreal. Silas afirma que a companhia aérea não incluiu todas as taxas extras no preço listado online, violando uma lei de proteção ao consumidor aprovada semanas antes da compra de sua passagem, em 2010.
Silas relatou ter pago 124 dólares a mais em impostos e taxas do que o valor da tarifa exibido na primeira etapa do processo de compra no site da Air Canada.
Em uma decisão proferida no ano passado, o Tribunal de Apelações de Quebec ordenou que a Air Canada pagasse mais de 10 milhões de dólares em danos aos passageiros afetados pelo caso.
O Tribunal afirmou que a Air Canada demonstrou "ignorância e negligência" ao concluir que estava isenta de um dispositivo da Lei de Proteção ao Consumidor provincial, sob o argumento de que o transporte aéreo geralmente está sob jurisdição federal.
Ambas as partes receberam permissão para recorrer à Suprema Corte, embora a data da audiência ainda não tenha sido definida.
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