A Associação Canadense de Imóveis (CREA) informou que o volume de vendas de moradias continuou em ritmo lento durante o mês de fevereiro, embora a atividade tenha começado a ganhar fôlego nos últimos dias do mês.
O número de propriedades que trocaram de mãos em todo o país foi 8,1% inferior ao registrado em fevereiro de 2025. Na comparação mensal, com o ajuste sazonal, as vendas também apresentaram uma leve queda de 1,3%.
Apesar do início de ano tímido, o economista sênior da CREA, Shaun Cathcart, acredita que a demanda reprimida — especialmente de quem busca o primeiro imóvel — deve se converter em vendas ao longo de 2026. Ele faz uma ressalva: "Alguns compradores, sem dúvida, continuarão aguardando para ver se os preços atingem o piso em certos mercados de Ontário e da Colúmbia Britânica".
O preço médio nacional de venda em fevereiro ficou em $663.828, uma variação negativa quase imperceptível de 0,2% em relação ao ano anterior.
Já o número de novos imóveis colocados à venda (listagens) caiu 3,9% na comparação mensal, anulando o aumento observado em janeiro. Segundo a CREA, havia 151.850 propriedades disponíveis nos sistemas MLS de todo o Canadá ao final de fevereiro. Embora esse número seja 3,7% superior ao do ano passado, ele ainda permanece 12,3% abaixo da média histórica para esta época do ano.
Com a oferta ainda limitada, o mercado aguarda a chegada da primavera — tradicionalmente o período mais aquecido do setor imobiliário no Canadá — para confirmar se os compradores finalmente sairão do banco de reservas.
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