O governo canadense anunciou a aplicação de uma sobretaxa de 10% sobre a importação global de vegetais enlatados. Segundo as autoridades, a medida busca proteger as indústrias do país e fortalecer a economia diante de um cenário de mudanças rápidas no comércio internacional.
O Ministério das Finanças informou que a nova tarifa entra em vigor imediatamente e terá validade máxima de 200 dias. Seguindo os acordos internacionais do Canadá, produtos vindos dos Estados Unidos, México, Israel, Chile e de países em desenvolvimento não serão afetados pela taxa.
A medida é tratada pelo governo como uma "salvaguarda provisória" para ajudar o setor local a enfrentar desafios atuais e conter os impactos da concorrência externa. François-Philippe Champagne, ministro das Finanças e da Receita Nacional, destacou o compromisso em apoiar a competitividade dos produtores canadenses, buscando um equilíbrio que também preserve a segurança alimentar e o bolso dos consumidores no país.
A decisão surge após o Tribunal de Comércio Internacional do Canadá iniciar, em março de 2026, uma investigação sobre as importações desses produtos. A análise deve ser concluída em setembro de 2026 e poderá recomendar novas ações caso comprove prejuízos à indústria nacional.
Tensões no comércio internacional
O anúncio da tarifa acontece em um momento de incertezas no mercado global. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou durante a cúpula do G7 na França que preferia não ter o CUSMA (o acordo comercial entre EUA, México e Canadá) em vigor, afirmando que a economia americana se sairia melhor sem o tratado. O acordo passará por uma revisão obrigatória, mas declarações do governo dos EUA indicam que o país deve ignorar o prazo inicial de 1º de julho.
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