21/07/2026 às 07h50min - Atualizada em 19/07/2026 às 23h47min

Sim, uma inesquecível final da Copa do Mundo FIFA 2026

Por Paulo Galvão Júnior (*)

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Paulo Galvão Júnior

Paulo Galvão Júnior

Economista paraibano, autor de 18 e-Books de Economia, conselheiro do CORECON-PB e diretor secretário do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da PB.

Paulo Galvão Júnior - jornalnorthnews.com
Foto: Jogadores da Espanha comemoram o bicampeonato mundial conquistado na Copa do Mundo 2026. (Foto: REUTERS).

Em 19 de julho de 2026, o mundo voltou seus olhos para o MetLife Stadium, em Nova York-Nova Jersey, nos Estados Unidos da América (EUA), palco da grande decisão da Copa do Mundo FIFA 2026. O estádio recebeu dezenas de milhares de torcedores vindos de todos os continentes, além de importantes autoridades internacionais. Entre os presentes estavam o presidente dos EUA, Donald Trump; o primeiro-ministro do Canadá, o economista Mark Carney; a presidente do México, Claudia Sheinbaum, representando os três países-sede da maior Copa do Mundo de todos os tempos; além do rei da Espanha, Felipe VI.

A decisão reuniu duas das maiores potências do futebol mundial. De um lado, a Espanha, atual campeã da Eurocopa, reconhecida por seu futebol técnico, ofensivo e pela refinada posse de bola. Do outro, a Argentina, bicampeã da Copa América, trazendo a tradição de sua raça, garra, organização tática e espírito competitivo.

Muito antes de a bola rolar, o clima era de grande expectativa. O economista argentino Roberto Luis Troster apostava em uma vitória da Argentina por 1 a 0. Outro amigo argentino, o guia de turismo Hector Oliva, acreditava em um triunfo por 2 a 1. Na Espanha, cidades como Valência reuniam milhares de pessoas em ginásio para acompanhar a inédita decisão em telões. Entre elas estava minha linda e inteligente filha, Pamella Galvão, vivenciando de perto a paixão da torcida da "La Furia" e aperfeiçoando seus conhecimentos da língua espanhola para tornar-se tão fluente nesse idioma quanto já é em inglês e francês, já que mora e trabalha em Montreal e Quebec City, no Canadá.

Em campo, a Argentina, tricampeã mundial e vestindo seu tradicional uniforme, confirmou por que chegou à decisão como uma das seleções mais consistentes da competição, liderada por seu capitão, Lionel Messi. Todavia, na final, a equipe sul-americana decepecionou, ela não apresentou o futebol competitivo, intenso e disciplinado taticamente que caracterizou sua campanha. Não soube alternar momentos de pressão, contra-ataques velozes e controle emocional. A tradicional garra argentina não esteve presente nas divididas, nas recuperações de bola nem nas poucas oportunidades criadas, evidenciando a perda da força competitiva de um elenco acostumado aos grandes desafios internacionais.

Já a Espanha respondeu com um futebol de elevado nível técnico, valorizando a posse de bola, as rápidas trocas de passes e a constante movimentação de seus jogadores, liderados pelo capitão Rodri. A equipe espanhola impôs seu estilo característico, envolvendo o adversário com inteligência tática e criatividade ofensiva, com vários chutes a gol, transformando a final em um verdadeiro duelo entre duas das mais respeitadas escolas do futebol mundial: o ataque espanhol contra a defesa argentina.

O espetáculo também foi marcado pelo brilho de grandes jogadores. Pela Argentina, destacou-se Emiliano "Dibu" Martínez, que transmitiu segurança no gol. Não fossem suas defesas espetaculares, a derrota poderia ter sido por uma diferença ainda maior.

Pela Espanha, sobressaíram Rodri, referência no meio-campo; Lamine Yamal, com sua velocidade e habilidade pelo setor ofensivo; e Ferran Torres, que entrou definitivamente para a história ao marcar o gol do título com a camisa 7, aos 106 minutos, garantindo à seleção espanhola seu segundo título da Copa do Mundo FIFA. Depois da conquista de 2010, a Espanha voltou ao topo do futebol mundial, consolidando-se definitivamente entre as maiores seleções da história.

Ao longo dos 120 minutos de jogo, o público presente no MetLife Stadium assistiu a uma verdadeira aula de futebol. A final reuniu a tradição da escola sul-americana e a excelência técnica do futebol europeu, proporcionando um espetáculo inesquecível para bilhões de espectadores em todo o planeta.

O confronto entre a atual bicampeã da Copa América e a atual campeã da Eurocopa reforçou que, quando Argentina e Espanha se encontram em uma decisão mundial, o futebol atinge sua expressão máxima como paixão global.

Mais do que uma decisão esportiva, a final simbolizou a união entre nações, culturas e povos apaixonados pelo futebol. A presença das principais autoridades dos países anfitriões e da Espanha, com exceção do presidente argentino, Javier Milei, que provavelmente assistiu ao jogo pela televisão, na Casa Rosada, em Buenos Aires, reforçou o caráter histórico do torneio, disputado pela primeira vez com 48 seleções. Ao mesmo tempo, a atmosfera festiva nas arquibancadas transformou o MetLife Stadium em um dos maiores palcos esportivos do mundo.

No intervalo da partida, chamou a atenção a participação do Brasil no espetáculo de encerramento da Copa do Mundo, com a chegada, em um carro colorido e festivo, dirigido por Ronaldo (de azul) ao lado de Ronaldinho Gaúcho (de amarelo) e acompanhados pela Rainha do Pop, Madonna, e de vários dançarinos americanos e extremamente animados. A presença de dois grandes jogadores brasileiros na inesquecível cerimônia contrastou com a campanha da Seleção Brasileira, que registrou sua pior colocação em uma Copa do Mundo nos últimos 60 anos.

Foi linda e emocionante a homenagem prestada pela FIFA na cerimônia de encerramento da maior e melhor Copa do Mundo de todos os tempos. A banda inglesa Coldplay, os Muppets e as crianças cantando e dançando e o ápice da celebração foi a histórica mensagem, pronunciada em inglês por Pelé (de verde), o eterno Rei do Futebol: "Love, Love, and Love".

A vitória espanhola foi plenamente merecida. A Espanha venceu por 2 a 1 a Argentina, com um futebol coletivo, disciplinado, ofensivo e eficiente. "La Roja" dominou a final, coroando uma campanha memorável com a conquista do bicampeonato mundial. Em contrapartida, a Argentina amargou seu quarto vice-campeonato, igualando a Alemanha como a seleção que mais vezes foi derrotada em finais de Copa do Mundo desde 1930.

A emoção dessa decisão inédita tornou-se um dia especial para mim. Minha filha, Pamella Galvão, encontra-se em Valência ao lado de Ivone Silva (uma das melhores amigas de minha esposa), do seu filho espanhol Alex e da sua filha espanhola Jennifer. Pamella pôde testemunhar de perto a alegria contagiante do povo espanhol, que tomou ruas, praças, avenidas e ginásios para celebrar euforicamente uma conquista destinada a permanecer para sempre na história do futebol espanhol e mundial.

Como se não bastasse a emoção proporcionada pelo futebol, este domingo também marcou o aniversário de 60 anos de minha esposa, Núbia Rodrigues Galvão. A comemoração aconteceu no Ristorante Famiglia Muccini, no bairro de Tambaú, em João Pessoa, em um ambiente repleto de comida deliciosa, carinho e alegria. Ao som do piano, um talentoso pianista interpretou o tradicional "Parabéns para Você", acompanhado alegremente por mim, por sua irmã Norma, por suas duas queridas sobrinhas Katarina Brandão e Kahlinne Brandão, além de Isis Brandão, que irá em agosto retornar para o Canadá, do esposo de Kahlinne, e dos clientes presentes do restaurante da melhor cozinha mediterrânea na capital paraibana, que transformaram aquele momento em uma emocionante homenagem. Com certeza, foi uma noite inesquecível, na qual a felicidade do bicampeonato espanhol encontrou a alegria de celebrar seis décadas de vida de quem tanto amo e mãe das minhas duas filhas, Priscilla e Pamella.

Vale destacar que poucas vezes na minha vida o esporte e a família se entrelaçam de maneira tão intensa. O bicampeonato da Espanha, a festa vivida por minha filha paraibana e caçula em Valência, linda cidade espanhola banhada pelo Mar Mediterrâneo: “Nunca imaginei que sairia de um dos países-sede da Copa do Mundo, o Canadá, para assistir a final no país campeão! Que privilégio!”, relatou Pamela direto da Espanha. Além da celebração dos 60 anos de minha esposa pernambucana, que torceu pela Espanha. Sim, 19 de julho de 2026, uma data inesquecível. Sim, uma inesquecível final da Copa do Mundo FIFA 2026.

Parabéns à Espanha pelo bicampeonato mundial! Parabéns à minha filha, Pamella, por mais uma extraordinária experiência internacional, após conhecer o País de Gales e a Inglaterra ao lado do jovem esposo Humberto Escorel Neto e rever a Espanha ao lado de Ivone Silva, Alex e Jennifer. Parabéns, my love, pelos seus 60 anos de vida! Que Deus continue abençoando sua caminhada com muita saúde, paz, felicidade e amor. E que, em outubro, possamos juntos viver mais uma grande alegria: conhecer nosso primeiro neto, Pedro, em Niterói. Sim, a vida é bela! Kisses! Besos! Santé!

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