A diretora do Museu do Louvre, Laurence des Cars, admitiu nesta quarta-feira (22) que o sistema de câmeras de segurança "antiquado" da instituição foi o responsável direto pelo roubo histórico ocorrido no domingo (19). Segundo ela, o equipamento obsoleto falhou em detectar a aproximação dos ladrões a tempo.
A confissão ocorreu durante uma audiência em uma comissão do Senado, realizada no mesmo dia em que o mundialmente famoso museu parisiense reabriu suas portas ao público.
No domingo, em uma ação cinematográfica, os ladrões utilizaram um guindaste para quebrar uma janela em um andar superior. Eles fugiram de motocicleta levando joias da coroa francesa avaliadas em cerca de US$ 102 milhões, o equivalente a quase R$ 550 milhões.
"Apesar dos nossos esforços, apesar do nosso trabalho árduo todos os dias, fomos derrotados", lamentou des Cars aos senadores. "Não detectamos a chegada dos ladrões com antecedência suficiente."
A diretora atribuiu a culpa à cobertura inadequada de câmeras externas. Ela explicou que o monitoramento não cobre toda a fachada do centenário edifício e que, crucialmente, a janela específica por onde os criminosos entraram era um "ponto cego" — não monitorado por nenhuma câmera.
Em sua defesa, des Cars fez questão de afirmar que vinha, repetidamente, alertando as autoridades sobre o "estado crítico" da segurança do Louvre.
"Os alertas que eu vinha emitindo se concretizaram de forma terrível no último domingo", declarou ela.
Laurence des Cars também revelou que, após o incidente, entregou sua carta de renúncia à Ministra da Cultura, Rachida Dati. O pedido, no entanto, foi recusado pela ministra.
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