Milhares de alunos são suspensos por erro em registros de vacinas

Entenda as regras em Ontário e saiba como evitar a suspensão de seus filhos.

Por Júnior Mendonça, da Redação North News-
4 Min

Foto: Bloomberg Creative Photos/Bloomberg via CTV News

Andrew Steeves, um pai de Brampton, afirma ter enviado os registros de imunização de seu filho pelo menos quatro vezes para a Saúde Pública de Peel (Peel Public Health), comprovando que o menino de 10 anos recebeu todas as vacinas de rotina.

No entanto, na semana passada, seu filho foi retirado da sala de aula e suspenso, pois a unidade de saúde alegou não ter registro dos envios.

Em Ontário, os pais — e não os médicos — são responsáveis por reportar as vacinas dos filhos à região de Peel. Para isso, devem fazer o upload de uma imagem da carteira de vacinação amarela ou solicitar uma isenção formal.

Todas as isenções não médicas exigem que os responsáveis participem de uma sessão educativa obrigatória. No primeiro registro escolar, a falta dessas informações pode resultar em suspensão imediata.

 

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Com base em documentos fornecidos à CTV News Toronto, Steeves recebeu confirmações de que os registros enviados em 1º de outubro e 20 de novembro foram processados.

Mesmo assim, ele recebeu uma carta em 3 de dezembro informando que a escola Jefferson Public School suspenderia o aluno por 20 dias letivos por falta de comprovação contra difteria, coqueluche e tétano.

A suspensão entrou em vigor em 8 de janeiro. Steeves tentou atualizar os dados novamente nos dias 27 de dezembro e 5 de janeiro, mas recebeu um e-mail automático na manhã da suspensão instruindo-o a buscar o filho na escola. A CTV News confirmou, por meio de documentos, que a criança estava, de fato, totalmente vacinada.

 

"Dados perdidos" e a espera por uma resposta

"Os últimos registros que eles tinham eram de 2021", disse Steeves. "Houve uma falha grave de comunicação por parte deles". A situação é crítica para o filho de Steeves, que possui dificuldades de aprendizagem e depende de instrução individualizada na escola.

Após a suspensão, a Saúde Pública de Peel entrou em contato com o pai, informando que havia mais de 50 pessoas na fila de espera para atendimento telefônico. Os registros foram finalmente atualizados e a suspensão revogada na última terça-feira.

 

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Até a manhã de 13 de janeiro, cerca de 2.350 alunos do conselho escolar de Peel (PDSB) continuavam suspensos por não conformidade com a Lei de Imunização de Alunos.

No total, 5.397 estudantes foram afetados nesta onda de suspensões. A Saúde Pública de Peel afirmou que a medida é o "último recurso" e que está trabalhando para processar as atualizações em até três dias úteis.

 

Um jogo de paciência

Erica Allen, enfermeira e mãe de um aluno da Ross Drive Public School, também viu seu filho ser suspenso por quatro dias devido ao sistema desatualizado. Ela tentou mostrar as provas de imunização diretamente na escola, mas a instituição não aceitou, alegando que apenas a Saúde Pública pode dar o "sinal verde".

"Fiquei na linha das 8h30 até as 16h30 até que desligaram na minha cara", relatou Erica sobre a tentativa de resolver o problema por telefone. Ela defende que as escolas deveriam ter autonomia para aceitar as provas de vacinação apresentadas pelos pais, em vez de depender exclusivamente de um sistema de saúde pública sobrecarregado.

FONTE: Júnior Mendonça, da Redação North News