Invasão dos EUA ao Canadá? Pesquisa revela que 31% dos canadenses temem ação direta
Entenda o impacto da crise na Venezuela na opinião pública.
Foto: Justin Tang/The Canadian Press via AP/Alamy
Após a recente intervenção militar dos EUA na Venezuela, uma nova pesquisa sugere que quase um terço dos canadenses acredita que os Estados Unidos podem tentar uma "ação direta" para assumir o controle do Canadá. O levantamento indica que um em cada cinco americanos pensa da mesma forma.
A pesquisa da empresa Leger, realizada de forma on-line com 1.540 canadenses entre os dias 9 e 11 de janeiro, não possui uma margem de erro formal por não ser uma amostra aleatória, mas revela um sentimento crescente de desconfiança.
O estudo sugere que muitos canadenses acreditam que os EUA provavelmente tentarão assumir o controle de outras nações no futuro. Quando solicitados a avaliar a probabilidade de uma "ação direta" americana, os resultados foram surpreendentes:
- 55% acreditam em uma tentativa de controle da Groenlândia;
- 51% citaram a Cuba;
- 47% mencionaram a Colômbia e o Panamá;
- 36% preveem intervenção no Irã;
- 31% dos canadenses acreditam que os EUA tentarão assumir o controle do Canadá.
Entre os 1.011 americanos consultados, 20% também acreditam que seu governo pode tentar uma ação direta contra o vizinho do norte no futuro.
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Impacto da intervenção na Venezuela
Mais da metade dos canadenses (53%) afirmou que a operação militar dos EUA na Venezuela violou a soberania do país e estabelece um "péssimo precedente que ameaça a ordem internacional". Por outro lado, 23% consideraram a ação positiva, argumentando que a saída de Nicolás Maduro abre caminho para um governo melhor.
Cerca de 56% dos entrevistados disseram que a operação piorou sua imagem em relação ao governo americano. Quase dois terços dos canadenses acreditam que o motivo principal da intervenção foi o controle das reservas de petróleo venezuelanas, enquanto apenas 7% creem que o objetivo foi restaurar a democracia.
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Patriotismo em alta
Andrew Enns, vice-presidente executivo da Leger para o Canadá Central, observou que a geração mais velha é a que mais acompanha o caso. Entre os canadenses com 55 anos ou mais, 77% seguem os desdobramentos de perto.
“Isso mantém acesas as brasas do patriotismo e o sentimento de 'defender o Canadá', o que pode ser politicamente útil para o primeiro-ministro e seu governo neste momento”, afirmou Enns à The Canadian Press. “São tempos interessantes para os canadenses. Eles não têm certeza do que esperar”.