Estimados leitores lusófonos do Portal North News, recentemente, a renomada revista britânica The Economist destacou Portugal como a “Economia do Ano 2025”, após analisar cinco indicadores fundamentais entre as 36 economias mais ricas do mundo.
A metodologia utilizada pela revista inglesa baseia-se no desempenho de cada país em cinco indicadores essenciais para avaliar a vitalidade econômica: taxa de inflação, amplitude da inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), crescimento do emprego, e desempenho da bolsa de valores.
Portugal conquistou a liderança do ranking ao apresentar, simultaneamente, crescimento econômico robusto, inflação controlada, mercado acionista valorizado, dinamismo no turismo, segmento econômico que gera grande volume de empregos, e aumento da entrada de residentes estrangeiros de elevado poder aquisitivo.
A classificação da revista The Economist coloca Irlanda na segunda posição e Israel em terceiro lugar. Economias mais ricas, como Canadá (8º lugar) e Polônia (10º colocado), aparecem em posições inferiores, evidenciando a performance excepcional do país ibérico no ano de 2025.
Paralelamente, Portugal vem consolidando-se como um polo tecnológico em ascensão, com avanços significativos em tecnologia da informação (TI), fortalecimento do ecossistema de startups e crescente atração de talentos internacionais.
No extremo oposto do ranking da revista The Economist encontram-se Estônia, Finlândia e Eslováquia, penalizadas pelos resultados menos favoráveis nos cinco indicadores avaliados pela conceituada revista.
Os critérios que sustentam a escolha de Portugal refletem uma combinação rara de estabilidade macroeconômica com vitalidade setorial. O país conseguiu manter uma inflação persistentemente baixa, ao mesmo tempo em que apresentou uma das melhores taxas de crescimento do PIB no contexto europeu.
O mercado de trabalho português demonstra dinamismo, registrando aumento do emprego, impulsionado sobretudo pelos setor de serviços, em especial, turismo e TI. Atualmente, a população economicamente ativa (PEA) é composta por aproximadamente 5,3 milhões de trabalhadores, responsáveis pela geração de riqueza no território português.
Portugal é uma República Parlamentar Unicameral desde 1910, quando aboliu a monarquia, é uma nação integrante da União Europeia (UE) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Outro fator relevante é o forte investimento em energias renováveis em diversas cidades portuguesas, com destaque familiar para Matosinhos, município com cerca de 173 mil habitantes e banhado pelo Oceano Atlântico.
O mercado financeiro português foi avaliado o desempenho da Euronext Lisbon. A performance da bolsa de valores portuguesa tem atraído investidores internacionais, devido à estabilidade regulatória e às perspectivas positivas para diversos setores da economia portuguesa.
A Bolsa de Valores de Lisboa (tradicionalmente associada também ao Porto) integra hoje a Euronext Lisbon, uma das praças financeiras do grupo Euronext, que engloba ainda Paris, Amesterdã, Bruxelas e Dublin. O principal índice acionista português é o PSI (denominado PSI-20 até 2022). O PSI é o índice de referência do mercado acionista nacional e composto pelas maiores e mais líquidas empresas portuguesas cotadas na Euronext Lisbon.
A moeda oficial de Portugal é o euro (€), adotado em 2002, substituindo o antigo escudo português. O país faz parte da Zona do Euro (EUR), sob supervisão do Banco Central Europeu (BCE) e do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC). A adoção da moeda única favorece a estabilidade monetária; a redução de custos de transação; e o fortalecimento do comércio intracomunitário dentro da UE.
A entrada de novos residentes estrangeiros, muitos deles com elevado poder aquisitivo, também tem dinamizado o mercado imobiliário, ampliado o consumo de bens e serviços e reforçado a arrecadação fiscal.
Entre as 36 maiores economias avançadas do planeta avaliadas e integrantes da OCDE, Portugal ocupa o topo em 2025, porque combina fatores raramente observados em conjunto: baixas taxas de impostos; competitividade crescente; produtividade em alta; mercado de trabalho aquecido; forte entrada de turistas internacionais; salários em trajetória ascendente; inflação baixa e estável; melhoria na eficiência do Estado social e dos serviços públicos; forte capacidade de atrair residentes e investidores estrangeiros de elevado nível de renda.
Ao encerrar 2025, Portugal confirma-se, segundo The Economist, como a economia com o melhor desempenho do ano, consolidando-se como referência global em estabilidade, inovação e qualidade de vida. Segundo a revista inglesa, Portugal é “As sweet as a pastel de nata” (em português, Doce como um pastel de nata).
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Portugal em 2023 é de 0,890, com esperança média de vida ao nascer de 82,4 anos; média de anos de escolaridade de 9,7 anos; anos esperados de escolaridade de 17,5 anos; e o Rendimento Nacional Bruto (RNB) per capita de 41.064 dólares PPC (Paridade do Poder de Compra) no ano de 2023.
Por fim, a vizinha Espanha também se destaca no ranking da revista The Economist, ocupando a quarta posição, reforçando o peso crescente da Península Ibérica no cenário econômico internacional até o terceiro trimestre de 2025. Parabéns, Portugal!
(*) Economista brasileiro. WhatsApp para entrevistas e palestras: +55 (83) 98122-7221.