15/02/2026 às 00h34min - Atualizada em 14/02/2026 às 01h38min

Lucas Pinheiro Braathen Conquista o Primeiro Ouro Olímpico nas Olimpíadas de Inverno na Itália pelo Tropical Brasil

Por Paulo Galvão Júnior (*)

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Paulo Galvão Júnior

Paulo Galvão Júnior

Economista paraibano, autor de 18 e-Books de Economia, conselheiro do CORECON-PB e diretor secretário do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da PB.

Paulo Galvão Júnior - jornalnorthnews.com
Lucas Pinheiro Braathen é campeão olímpico nas Olimpíadas de Inverno na Itália 2026.

Lucas Pinheiro Braathen Conquista o Primeiro Ouro Olímpico nas Olimpíadas de Inverno na Itália pelo Tropical Brasil

Por Paulo Galvão Júnior (*)

O dia 14 de fevereiro de 2026 entrou para a História do esporte brasileiro. Ontem, pela manhã, durante os Jogos Olímpicos de Inverno realizados na Itália, o Brasil viveu um feito inédito e emblemático. Pela primeira vez, o hino brasileiro ecoou no topo de um pódio cercado por neve e montanhas. Pela primeira vez, a bandeira verde e amarela tremulou soberana sobre a neve europeia. Pela primeira vez na História, um brasileiro conquistou a medalha de ouro em uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno.

E esse esquiador brasileiro tem nome, sobrenome e muita coragem: Lucas Pinheiro Braathen.

Não há como não se emocionar. A primeira medalha de ouro do Brasil na História dos Jogos Olímpicos de Inverno coroa uma trajetória centenária da própria competição internacional, cuja estreia ocorreu em 1924, na cidade de Chamonix, na França. Foram 102 anos entre a primeira edição olímpica de inverno e o momento em que o Brasil, um país tropical e a maior nação da América do Sul, alcançou o lugar mais alto do pódio olímpico.

Filho de pai norueguês e de mãe brasileira e competindo oficialmente pelo Brasil no esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen, com 25 anos de idade, fez mais do que vencer uma prova olímpica. Rompeu paradigmas. Desafiou previsões. Superou barreiras culturais, climáticas e geográficas. Demonstrou que o Brasil, conhecido mundialmente pelo sol, pelo futebol, pelo samba, pela floresta tropical e pelas praias, também pode escrever sua História sob temperaturas negativas.

O simbolismo dessa conquista ultrapassa o resultado esportivo. Lucas alcança e emociona mais de 213 milhões de brasileiros espalhados pelas cinco regiões do país e reafirma uma verdade essencial, o sonho não tem clima, a determinação de ser campeão não reconhece fronteiras, nem idiomas.

É impossível não recordar que, em 1º de maio de 1994, o Brasil viveu um dos dias mais tristes de sua História esportiva. Na pista de Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1, perdia-se um ídolo eterno, Ayrton Senna. A Itália transformou-se, naquele momento, em cenário de dor profunda para o povo brasileiro.

Quase 32 anos depois, em 14 de fevereiro de 2026, em Milão, também em solo italiano, a História escreveu um capítulo totalmente diferente. Onde antes houve lágrimas de dor, houve lágrimas de campeão. Onde reinou o silêncio do luto, ouviu-se o grito da vitória. O Brasil voltou a marcar seu nome na Itália, desta vez, com alegria absoluta.

Lucas Pinheiro Braathen não superou apenas adversários tradicionais das potências europeias do inverno, como a Suíça. Superou a descrença histórica. Superou estatísticas improváveis. Superou também a narrativa de que certos esportes pertencem exclusivamente a determinados países. Sua medalha de ouro representa um marco olímpico, o talento brasileiro não depende da geografia, do clima ou da tradição.

Cada curva executada na descida da montanha, cada centésimo de segundo conquistado, carregava o peso simbólico de uma nação que aprendia que também pode sonhar e vencer na neve. O Brasil tropical, lindo por natureza, encontrou seu espaço entre montanhas e paisagens brancas. E há algo profundamente emblemático em ver essa conquista acontecer justamente na Itália, palco de memórias dolorosas e, agora, de glórias inesquecíveis.

O esquiador Lucas na descida no slalom gigante masculino na Itália representa uma nova geração de atletas globais, que são cidadãos do mundo, preparados fisicamente, tecnicamente, mentalmente, mas com o coração verde e amarelo pulsando forte. Hoje, ele inspira todas as crianças brasileiras, que nunca tocaram na neve, nunca esquiaram, mas que agora sabem que o impossível é apenas o que ainda não foi tentado.

Salute, Lucas Pinheiro Braathen. Parabéns, Lucas, campeão olímpico do esqui alpino! Sua conquista histórica marca um feito extraordinário, o primeiro ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno após 102 anos e 26 edições.

Lucas, você não conquistou apenas uma medalha de ouro em 2026. Conquistou respeito internacional. Conquistou o Brasil. Ontem, você escreveu um capítulo definitivo na História do esporte nacional. Transformou neve em alegria. Transformou um país tropical em campeão olímpico de inverno pela primeira vez.

Hoje, o Brasil celebra um novo herói, que usa capacete também, usa luvas também, é veloz também e, acima de tudo, carrega com orgulho também as cores de sua pátria amada, o Brasil, no ponto mais alto do pódio. Lucas chorou ao cantar o hino brasileiro e fez o Brasil chorar pela sua inesquecível vitória na Itália.

Lucas, que sua medalha de ouro brilhe para sempre. Que sua coragem ecoe nas atuais e futuras gerações do continental Brasil. Que sua bela namorada, a atriz paraibana Isadora Cruz, comemore muito com você essa inesquecível vitória em pleno Carnaval no Brasil. E que os brasileiros jamais voltem a duvidar de sua capacidade de fazer História em qualquer pista, em qualquer clima, em qualquer modalidade, em qualquer estádio, em qualquer ginásio, em qualquer quadra, em qualquer lugar do mundo.

Viva Lucas! Viva o Brasil!

(*) Economista brasileiro, autor de 282 artigos de Economia, com mais de 50 mil visualizações desde 08 de julho de 2022 no Portal North News, em Toronto, no Canadá. Pai de duas lindas filhas, Pamella residente em Montreal, no Canadá, e Priscilla em Matosinhos, Portugal, ambas já formadas e casadas. Elas já vivenciam o inverno rigoroso, conhecem a qualidade de vida dos países desenvolvidos e são testemunhas de que o mundo é globalizado, muito competitivo. Mas, mantêm, com convicção, o orgulho de serem brasileiras.

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