15/06/2026 às 09h55min - Atualizada em 15/06/2026 às 10h36min

Acordo de paz entre EUA e Irã reduz tensões no Oriente Médio e alivia riscos para a economia brasileira a curto prazo

Paulo Galvão Júnior (*) & Ian Castelo Branco (**)

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Paulo Galvão Júnior

Paulo Galvão Júnior

Economista paraibano, autor de 18 e-Books de Economia, conselheiro do CORECON-PB e diretor secretário do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da PB.

Paulo Galvão Júnior - jornalnorthnews.com
"A paz é o melhor caminho para a prosperidade de uma nação".

Estimados leitores lusófonos do Portal North News, o panorama da Guerra no Oriente Médio sofreu uma mudança decisiva após o anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump em 14 de junho de 2026, posteriormente confirmado pela emissora estatal iraniana IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting). Segundo as informações divulgadas na IRIB, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, comunicou um acordo de paz que prevê a cessação permanente e imediata das hostilidades em todas as frentes de conflito, marcando um possível ponto de inflexão em uma das mais complexas crises geopolíticas da atualidade.

Sob a mediação diplomática da República Islâmica do Paquistão, os Estados Unidos da América (EUA) e a República Islâmica do Irã sinalizaram formalmente a construção de um acordo de paz na Suíça, cuja assinatura oficial está agendada para o próximo dia 19 de junho de 2026, na próxima sexta-feira. Esse recuo estratégico e o avanço tangível nas negociações diplomáticas arrefeceram os temores de um estrangulamento duradouro no fornecimento de energia, contribuindo diretamente para uma trajetória de queda no preço do barril de petróleo tipo Brent nos mercados internacionais, que já despencou 5%.

O acordo de paz entre os EUA e o Irã é composto por 14 pontos. O primeiro estabelece a cessação permanente e imediata das hostilidades em todas as frentes de conflito, incluindo o Líbano. Entre as medidas de maior relevância, destaca-se o item 5, que prevê a reabertura do Estreito de Hormuz no prazo de 30 dias, mediante entendimentos e acordos firmados com o Irã.

Outro ponto relevante é o item 7, no qual aponta a necessidade dos EUA e os seus aliados apresentarem planos de reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. Outro ponto de grande importância é o item 10, segundo o qual os EUA comprometem-se, durante o período de negociações, a não ampliar sua presença militar na região nem impor novas sanções econômicas ao Irã.

Por sua vez, o item 11 trata da questão financeira e prevê a liberação de US$ 24 bilhões em recursos iranianos atualmente bloqueados durante a fase final das negociações, com duração de 60 dias. Desse montante, 50% deverão ser disponibilizados ao Irã antes mesmo do início formal das negociações, como medida de fortalecimento da confiança entre as partes e de estímulo ao avanço do processo diplomático.

Contudo, anteriormente ao acordo de paz, o Irã atacou com um drone um helicóptero Apache do Exército dos EUA no Estreito de Hormuz. Em seguida, os EUA lançaram novos ataques aéreos e bombardeios contra o Irã, posteriormente, os líderes iranianos anunciaram e realizaram ataques de retaliação contra bases militares americanas no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia e prometeram atacar todos os navios que se aventuram no Estreito de Hormuz.

Após novos ataques de mísseis e drones iranianos contra cidades israelenses, Israel respondeu com operações militares aéreas e bombardeios contra alvos no Irã, provocando mais mortes, mais feridos, mais sofrimento, mais incerteza.

O agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a colocar a economia mundial em estado de alerta. Após sucessivos episódios de confrontação militar envolvendo os EUA e Israel contra o Irã, como também, o grupo Hezbollah em Beirute e cidades no sul do Líbano, aumentaram os riscos de interrupção do fluxo de petróleo e gás natural através do Estreito de Hormuz, uma das mais estratégicas rotas marítimas do planeta.

Vale ressaltar que a participação do Estreito de Hormuz no comércio mundial de petróleo é de cerca de 20% do consumo global. O Irã é um país milenar e vem se preparando militarmente e tecnologicamente para uma guerra de vários anos contra Israel e EUA, e controlar o Estreito de Hormuz coloca o Irã numa posição estratégica regional de altíssima importância.

Submetido a décadas de embargos econômicos, o Irã desenvolveu um complexo industrial de defesa focado na independência tecnológica e na produção 100% doméstica por mais de 40 anos desde a Revolução Iraniana de 1979. Esse desenvolvimento concretizou numa capacidade contínua de realizar engenharia reversa para fabricar peças de reposição e manter operacionais vetores aéreos complexos, desde as aeronaves americanas F-14 Tomcat e F-4 Phantom II a veículos aéreos não tripulados (VANTs) ou drones.

Essa capacidade, combinada ao avanço do seu programa balístico e espacial, demonstra que o país asiático de origem persa possui a autonomia logística necessária para sustentar um conflito militar prolongado. Sob a ótica econômica, essa robustez e autossuficiência bélica sinalizam aos mercados globais que a instabilidade nas rotas energéticas não terá uma resolução rápida.

A região concentra uma parcela expressiva do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). Qualquer ameaça à livre navegação nesse corredor marítimo provoca reações imediatas nos mercados globais, elevando os preços das commodities energéticas, os custos dos seguros marítimos e os fretes internacionais.

Caso a Guerra no Oriente Médio se intensifique e comprometa o tráfego de navios petroleiros, o preço do barril de petróleo tipo Brent poderá registrar novas elevações, ampliando a volatilidade dos mercados globais, como também, de navios graneleiros que transportam o gás liquefeito de petróleo (GLP).

Em consequência, diversos países importadores de energia enfrentarão pressões inflacionárias e desaceleração econômica. Embora o Brasil seja atualmente um importante produtor e exportador global de petróleo, os impactos de uma escalada prolongada do conflito militar tendem a ser predominantemente negativos para a economia brasileira. O primeiro efeito será observado no mercado de combustíveis.

A valorização do petróleo tipo Brent pressiona os preços da gasolina, do diesel, do querosene de aviação (QAV) e do GLP. Como o transporte de cargas brasileiro depende fortemente do modal rodoviário, o aumento do diesel se espalha rapidamente por toda a cadeia produtiva, elevando os custos de transporte e distribuição de mercadorias. Outro impacto relevante recairá sobre o mercado de gás natural.

O encarecimento do GLP no mercado internacional aumenta os custos de geração de energia elétrica em usinas termelétricas e pressionam os custos operacionais de diversos segmentos industriais, especialmente os setores de fertilizantes, petroquímica, siderurgia, vidro, cimento e cerâmica. Os fertilizantes constituem um ponto de especial atenção.

Vale destacar que o Brasil tem forte dependência de fertilizantes importados, aproximadamente 85%. O Brasil permanece dependente da importação de grande parte dos fertilizantes utilizados pelo agronegócio. Como o gás natural é uma matéria-prima essencial para a produção de amônia e ureia, o aumento dos preços internacionais da energia tende a encarecer os insumos agrícolas, pressionando os custos de produção das lavouras de soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar e outras culturas estratégicas.

Nesse contexto, o agronegócio brasileiro poderá enfrentar uma dupla pressão econômica, com fertilizantes mais caros e aumento dos custos logísticos decorrentes da alta do diesel. O resultado poderá ser a redução das margens de rentabilidade dos produtores rurais e a elevação dos preços dos alimentos ao consumidor final. Os fretes marítimos internacionais também deverão sofrer impactos significativos e elevar os custos dos seguros de cargas.

Consequentemente, tanto as importações quanto as exportações brasileiras poderão tornar-se mais caras, afetando a competitividade de diversos setores produtivos. No plano macroeconômico, o principal efeito será a pressão sobre a inflação. O aumento dos preços da energia, dos combustíveis, dos fertilizantes e dos fretes tende a gerar efeitos em cascata sobre toda a economia.

Como resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mensurado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), poderá registrar aceleração, dificultando a estratégia de redução da taxa de juros nominal pelo Banco Central do Brasil (BACEN). Uma inflação mais elevada reduz o poder de compra das famílias, compromete o consumo interno e tende a desacelerar o crescimento econômico. Além disso, juros elevados por mais tempo aumentam os custos do crédito para consumidores e empresas.

No mercado cambial, a instabilidade internacional poderá provocar maior volatilidade do dólar norte-americano. Em momentos de elevada incerteza, investidores costumam buscar ativos considerados mais seguros, fortalecendo a moeda norte-americana. Um dólar mais valorizado encarece importações e reforça as pressões inflacionárias domésticas. Por outro lado, alguns segmentos poderão ser beneficiados.

O setor petrolífero brasileiro tende a ampliar suas receitas de exportação diante da valorização do petróleo. Empresas ligadas à exploração e produção de petróleo poderão registrar aumento de faturamento, geração de caixa e arrecadação tributária. Estados produtores e municípios beneficiários de royalties também poderão experimentar crescimento temporário de receitas públicas.

Hoje, nós apresentarmos três cenários para o preço do petróleo Brent (US$ 100, US$ 120 e US$ 150 por barril) e seus possíveis impactos sobre a inflação brasileira são:

Cenário 1 (Brent a US$ 100 – Projetado para uma tensão contínua, mas contida): Com o abandono oficial da política de Paridade de Preço de Importação (PPI) em 2023, o Brasil desvinculou formalmente os custos internos dos combustíveis do dólar e das variações internacionais. Neste patamar, a Petrobras possui margem operacional para absorver a volatilidade internacional e praticar um "abrasileiramento" dos preços, blindando o consumidor interno.

Os impactos no IPCA seriam marginais, restritos majoritariamente ao encarecimento de fretes internacionais de produtos importados. Desse modo, qualquer aumento de preço irregular deve ser investigado pela Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e os Ministérios Públicos Estaduais (MPEs), a exemplo do inquérito instaurado desde março de 2026.

Cenário 2 (Brent a US$ 120 – Previsto para uma escalada mais intensa, com interrupções no Estreito de Hormuz): A escalada mais intensa de preço para US$ 120, impulsionada por bloqueios e ataques a navios no Estreito de Hormuz, testaria os limites da atual política de preços nacional. Embora o repasse automático não seja mais a norma legal, a necessidade estrutural do Brasil de importar parcelas específicas de derivados, como o óleo diesel e fertilizantes, a preços globais elevados poderia pressionar fortemente o fluxo financeiro das importadoras e da Petrobras.

Conforme observado em conflitos, como na Guerra na Ucrânia, as fortes tendências mundiais acabam influenciando o mercado interno com o tempo, resultando em pressões inflacionárias sobre a cadeia de alimentos e de transportes.

Cenário 3 (Brent a US$ 150 – Traçado para a eventualidade de uma guerra crítica e longa): Caso a Guerra no Oriente Médio atingisse um cenário mais crítico e prolongado, uma cotação a US$ 150 romperia qualquer blindagem garantida pelo fim do PPI, uma vez que o Brasil ainda depende do refino do petróleo no exterior. A menos que o Brasil conseguisse estabelecer outra rota comercial de petróleo por outros caminhos, para evitar o acesso pelo Estreito de Hormuz, ou consiga desenvolver uma reserva nacional a tempo, uma disparada dessa magnitude geraria um alto risco de desabastecimento no mercado de combustíveis.

Por outro lado, o governo iraniano afirmou que embarcações não hostis e não aliadas militarmente com EUA e Israel não seriam prejudicadas, como navios chineses e, portanto não haveria impacto no acesso do petróleo via Estreito de Hormuz. Para o Brasil, a tradicional diplomacia pragmática e a atual parceria com o Irã no BRICS atuam como um importante fator mitigante contra o risco de um ataque direto às embarcações com destino ao país sul-americano.

Ainda assim, considerando que o mercado brasileiro seja sensível a esse efeito, os agentes econômicos privados suspenderiam importações deficitárias, enquanto o repasse de custos para as refinarias e distribuidoras se tornaria inevitável, desencadeando um efeito em cascata severo nos custos logísticos do país. Ao final, o resultado seria um choque inflacionário duradouro, forçando a manutenção de juros elevados, reduzindo o poder aquisitivo das famílias.

Felizmente, a concretização dos cenários mais severos e prolongados foi evitada a partir do início da retirada das tropas norte-americanas de posições no Oriente Médio, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, com certeza, mudou drasticamente as expectativas dos mercados globais. Sob a mediação do Paquistão, vizinho do Irã, o estabelecimento de um acordo de paz entre os EUA e o Irã, agendado para ser assinado em Genebra, na Suíça, em 19 de junho de 2026, na próxima sexta-feira, dia do jogo da seleção brasileira contra a seleção haitiana na cidade de Filadéfia, nos EUA, que afastou o risco de estrangulamento energético estrutural.

O não prolongamento da Guerra no Oriente Médio produz um efeito de alívio imediato sobre a economia brasileira, de modo que a consequente queda no preço do barril de Brent afasta a ameaça de ruptura da atual política de preços da Petrobras e devolve previsibilidade às cadeias logísticas e ao agronegócio.

No âmbito macroeconômico, esse arrefecimento do cenário global contribui para a ancoragem das expectativas do IPCA, abrindo espaço para um ambiente mais favorável à retomada de novos cortes da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,50% ao ano, conforme o BACEN.

Vale destacar também que os drones iranianos tornaram-se uma das principais armas estratégicas nos mais de três meses de guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro de 2026. O conflito militar já deixou um elevado número de mortos e feridos, além de refugiados e deslocados internos, ampliando a instabilidade regional e produzindo impactos sobre os mercados globais de energia, transporte marítimo e alimentos, além da cadeia produtiva do turismo internacional.

Os drones iranianos, particularmente os modelos de munição vagante (loitering munitions) de baixo custo como o HESA Shahed 136, tornaram-se uma das principais armas estratégicas nos mais de 100 dias de Guerra no Oriente Médio. A introdução desta tecnologia no teatro de operações marítimas cria um choque de assimetria econômica, enquanto o Irã emprega drones extremamente baratos para saturar as defesas inimigas, as forças navais americanas são obrigadas a utilizar mísseis interceptadores na ordem de milhões de dólares para abatê-los.

Esta dinâmica militar inflaciona severamente o risco operacional, pois as seguradoras marítimas globais repassam imediatamente o risco de ataques por enxames de drones no Golfo Pérsico para os prêmios de seguro das embarcações comerciais. Consequentemente, mesmo que o Brasil esteja geograficamente distante do Oriente Médio, o impacto econômico ecoa nos portos nacionais através da disparada dos fretes marítimos e da disrupção nas cadeias logísticas globais.

Entretanto, os ganhos do setor petrolífero dificilmente compensarão integralmente os efeitos negativos sobre os custos de produção, a inflação e o poder aquisitivo da população brasileira. Historicamente, choques de petróleo têm produzido impactos econômicos mais amplos e duradouros sobre os países consumidores do que os benefícios proporcionados aos países exportadores.

Uma eventual ampliação da guerra envolvendo os EUA e Israel contra o Irã representa um importante fator de risco para a economia mundial e para a economia brasileira. A elevação dos preços do petróleo tipo Brent, do gás natural, dos fertilizantes e dos fretes marítimos poderá aumentar a inflação, reduzir a competitividade econômica, pressionar as contas das famílias e dificultar a trajetória de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Em adição, a dependência estrutural de derivados importados não é um mero acaso geográfico, mas o resultado direto de diretrizes econômicas recentes que promoveram o desmonte parcial do parque de refino nacional. A desmobilização e a privatização de ativos estratégicos do sistema Petrobras, a exemplo da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para fundos de investimento nos Emirados Árabes Unidos (EAU), reduziram drasticamente a capacidade do Estado brasileiro de atuar como um amortecedor contra choques externos.

Em um cenário de guerra prolongada no Oriente Médio, essa mitigação da soberania energética preocupa o cenário brasileiro, porque embora o Brasil figure entre os dez maiores produtores de petróleo bruto do mundo, o país vê-se refém da importação a preços dolarizados de petróleo leve e seus derivados essenciais. Felizmente, com a sinalização do fim da Guerra no Oriente Médio, essa preocupação é mitigada e, na positivação da paz de fato, para a realidade brasileira, seria apenas um “susto”.

Apesar do alívio iminente proporcionado pelo acordo de paz, o alerta inflacionário provocado por este conflito deixa uma lição séria sobre a vulnerabilidade da dependência fóssil. Apontamos que o Brasil poderá se tornar a “Arábia Saudita verde do século XXI”, consolidando-se como o maior produtor e exportador mundial de etanol proveniente da cana-de-açúcar.

Vale ressaltar que os EUA são o país mais rico do mundo em termos de PIB nominal e o maior produtor e exportador de petróleo do mundo. Tanto na produção quanto nas exportações globais de petróleo bruto, os EUA já ultrapassaram a Arábia Saudita e a Rússia. No entanto, a verdadeira soberania nacional para o Brasil no século XXI não reside apenas na extração de hidrocarbonetos em águas profundas, mas na superação da dependência estrutural dessa cadeia produtiva do petróleo.

É hora de a República Federativa do Brasil reduzir drasticamente sua dependência do petróleo e de seus derivados e direcionar, com urgência, todos os seus esforços econômicos para a transição de uma economia marrom para uma economia verde. Essa transformação exige o fortalecimento da produção agropecuária sustentável e a expansão acelerada de fontes renováveis de energia, como a solar, a eólica, a hidráulica, a biomassa e os biocombustíveis, especialmente o etanol.

A blindagem econômica definitiva do Brasil não virá apenas de políticas de preços temporárias, mas da construção de uma matriz energética plenamente soberana. Além de grandes investimentos no transporte ferroviário no quinto maior país do mundo em extensão territorial.

Hoje, 15 de junho, a seleção do Irã enfrenta a da Nova Zelândia, em Los Angeles, pela Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, no México e no lindo Canadá. A partida é válida pelo Grupo G da fase de grupos. O confronto entre a seleção iraniana e a seleção neozelandesa nos EUA será um dos jogos mais assistidos pela TV na primeira fase da maior Copa do Mundo desde 1930. A “torcida pela paz” reúne cerca de 8,2 bilhões de habitantes nos 211 associações-membros da Fédération Internationale de Football Association (FIFA), com sede em Zurique, na Suíça.

Hoje também, inesquecível 15 de junho, o presidente americano Donald Trump participará da 52ª Cúpula do Grupo dos Sete (G7), na cidade francesa de Évian-les-Bains, cujo anfritião será o presidente francês Emmanuel Macron. Os líderes das sete maiores economias desenvolvidas do mundo, EUA, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá, eles mantêm expectativas em torno de um possível acordo de paz entre os EUA e o Irã, bem como do fim da Guerra no Oriente Médio. A chamada “torcida pela paz” envolve os 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), com sede em Nova York, nos EUA.

Finalizando, em uma economia global altamente integrada, conflitos regionais possuem capacidade de produzir repercussões econômicas mundiais, alcançando diretamente países geograficamente distantes do epicentro dos conflitos militares, como o Brasil. Logo, a paz constitui um dos principais fundamentos para a prosperidade econômica. A paz é o melhor caminho para a prosperidade de uma nação.

 

(*) Economista brasileiro (CORECON-PB 1392).

(**) Economista brasileiro (CORECON-PB 1933).

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